Dentro do periodo posterior ao Vietnam, os conflitos de baixa intensidade tiveram um papel relevante no equilibrio de poderes entre a Uniao Soviética e os EUA. Houve personagens que ganharam notoriedade internacional nesse periodo, um deles sobresaiu mais que os outros e esse foi o polemico "Coronel" Kadafi. A relaçao entre Kadafi e os EUA teve muitos altos e baixos e, sem entrar em muitos detalhes dos acontecimentos previos, este é o relato dos fatos acontecidos no Golfo de Sidra que levaram ao famoso confronto "Toncat X Fitter"A VI Frota...
Depois de muitos atritos entre a Libia e os EUA, este último intensificou a sua ajuda militar aos paises hostis à Libia, como o Sudao e o Egito e com a realizaçao de manobras da VI Frota em regioes do Mediterraneo consideradas pela Líbia como suas águas territoriais.Kadafi anunciara que o limite de suas águas havia sido aumentado para 480 km, e os EUA alegaram que essa reivindicaçao era contraria à legislaçao internacional e inaceitavel, uma vez que restringia o espaço de manobra da VI Frota no Mediterraneo. Numa demosntraçao de força, em agosto de 1981 o porta-avioes nuclear Nimitz, Nao-Capitania da Frota naval americana, com seus vasos de apoio, juntou-se ao Forrestal para exercícios que culminariam com disparos de mísseis com muniçao real numa área de testes que abrangia parte do Golfo de Sidra.
Acima: porta-avioes nuclear UUS Nimitz CVN-68 Capitania da Frota naval americana.Afinal, o conflito
Em 18 de agosto de 1981, os dois grupos de belonaves dirigiram-se para um ponto cerca de 100km da Líbia (e talvez da Uniao Soviética), a marinha americana estabeleceu 7 estaçoes CAP (patrulha aérea de combate) para os caças de defesa da frota dos dois porta-avioes. Norte e leste eram patrulhados, respectivamente, por avioes Grumman F-14 A Tomcat do Nimitz e McDonell Douglas F-4S Phantom II do Forrestal; efetivamente, as primeiras seçoes líbias, decolando de pistas no litoral naquela manha, tomaram rumo norte.

Acima: F-14 preparado para ser catapultado a bordo do USS Nimitz.
Acima: Dassault-Breguet Mirage F-1 da Líbia
Os Tomcats e Phantom II sumariamente interceptaram essas seçoes, que, invariavelmente consistiam de uma dupla de caças, quer um ods vários modelos de Mig, quer Dassault-Breguet Mirage F-1. Naquele dia, cerca de 35 seçoes foram interceptadas, muitas vezes com manobras próprias de combates, mas sem que fossem feitos disparos.
Acima: Um elemento de F-4S Phantom II realizando uma CAP (patrulha aérea de combate).O choque.
Na madrugada do dia 19, dois F-14 A do VF-41 decolaram do Nimitz para outra missao de rotina. Dirigiram-se para a estaçao de CAP nº4 e puseram-se na costumeira orbita de pista de corrida. Com o nível de combustível baixando, os tripulantes começaram a pensar en reabastecimento. De repente, na volta sul da orbita, o tenente Dave Venlet, RIO do Tomcat pilotado pelo comandante Hank Kleeman, detectou uma seçao no radar. Os dois avioes líbios iam diretamente para a posiçao dos Tomcats, à mesma altitude 6.095m. Os dois avioes americanos imediatamente adotaram uma formaçao ofensiva de combate, distanciando-se um do outro: Kleeman ficou na frente , como observador, enquanto seu ala ( o tenente Larry Mucznski como piloto e o tenente Jim Anderson como RIO) funcionava como artilheiro.
Acima: Um F-14A realizando uma CAP.O segundo aviao ficava entre 1.830 e 2.440m mais alto que o lider; a distância horizontal separando os dois era de 3.220m. Essa formaçao dificulta a visao simultânea dos dois aparelhos. Voando em direçao aos líbios, Kleeman teve enfoque visual deles a poucos menos de 13km de distância; Mucznski vinha 6.400m atrás. Os dois pilotos de Tomcat ligaram os pós-combustores, e em poucos segundos o da frente fazia um tonneau 150m acima dos líbios. Kleeman verificou visualmente que eram dois Sukhoi Su-22 "Fitter-J" armados com canhao interno e AAM AA-2 "Atoll".

Acima: Um Su-22 "Fitter-J" .
Os Su-22 da frente disparou um dos seus AA-2; o míssil virou para cima, na direçao do 2º Tomcat, mas nao chegou a ameaçá-lo seriamente. Nao se sabe se o piloto líbio intecionadamente ou por engano, mas os resultados foram imediatos e dramáticos.
O Su-22 da frente iniciou uma subida pela esquerda, enquanto o ala começou uma curva horizontal de 180º, Mucznski estava mergulhando, mas conseguiu "colar" atrás do lider líbio que subia. Kleeman tratou de posicionar-se a 40º da cauda do ala líbio, ficando a uns 1.200m de distância. Enquanto o Su-22 cruzava o Sol, Kleeman lançou um AIM-9L Sidewinder. O Missil acertou a cauda do aviao líbio e explodiu; pedaços de celula voaram, e o aviao perdeu o controle. O piloto conseguiu ejetar e descer de pára-quedas em segurança.O outro Sukhoi nao teve melhor sorte. Mucznski seguiu-o enquanto subia e ficou na posiçao de 6 horas em relaçao a ele, a 800m de distância. O piloto americano disparou o seu AIM-9L Sidewinder. Numa fraçao de segundo, a metade do Su-22 tornou-se uma grande bola de fogo. Mucznski ascendeu abruptamente, numa manobra de 6g, para evitar que o seu aviao fosse atingido por destroços do outro; voando invertido, ele viu os restos em chamas do Su-22 caindo. O piloto ejetou, mas o pára-quedas nao abriu.
Confronto no Golfo de Sidra - 2ª parte
Depois de 1981, a Libia se envolveu em todo o tipo de atividades terroristas, em novembro agentes libios participaram do atentado em Paris contra o diplomata norte-americano Chistian Chapman, no começo de 1982 o presidente Reagan decretou boicote ao petróleo líbio. Em 1985 o Kadafi classificou de "operaçoes heróicas" os ataques de dezembro ao balcao da "El Al" em Roma e em Viena que resultou na morte de 15 pessoas (alguns norte-americanos). Os Passaports de pelo menos 4 terroristas mortos nas operaçoes eram tunesinos, mas haviam sido confiscados pelas autoridades libias de trabalhadores temporarios vindos da Tunisia e entregues a militantes palestinos.No final de janeiro de 1986, Kadafi declarou o estabelecimento da "linha da morte", indo de um ponto logo ao sul de Tripoli até Bengázi, fechando dessa forma o Golfo de Sidra. Segundo ele, avioes e navios norte-americanos que se aventurassem ao sul dessa linha seriam destruidos. Os EUA acharam que, segundo as leis maritimas internacionais, tinham direito de cruzar a linha e de disparar contra qualquer ameaça à liberdade de navegaçao.
Operaçao "Prairie Fire"
Já em fevereiro de 1986, começou a ser posta em movimento a operaçao "Prairie Fire". A intençao era provocar uma reaçao por parte da Líbia e entao retaliar. Nem um, nem dois, senao três poderosos grupos navais de combate, capitaneados por porta-avioes cruzariam a "linha da morte", oficialmente em manobras de rotina. A pressao começou a ser aplicada com 32 dias consecutivos de incursoes nao anunciadas no espaço aereo além da linha, mantendo as defesas líbias sempre ocupadas. Em 14 de março, a operaçao "Prairie Fire" foi totalmente liberada, e os três porta-avioes, 27 vasos de apoio e mais de duzentos avioes logo estavam ao largo do litoral líbio (isso é a resposta à aqueles que acreditam que os americanos são uns retardados mentais por manterem uma frota tao grande de porta-avioes ou à aqueles que questionam a necessidade do NA São- Paulo A-12).A Líbia nao era um pais ingenuo, tinha pelo menos 160 Mig-23 "Flogger", 60 Mig-25 "Foxbat" e 100 SU-22 "Fitter" para atacar a Navy.
O Su-22 da frente iniciou uma subida pela esquerda, enquanto o ala começou uma curva horizontal de 180º, Mucznski estava mergulhando, mas conseguiu "colar" atrás do lider líbio que subia. Kleeman tratou de posicionar-se a 40º da cauda do ala líbio, ficando a uns 1.200m de distância. Enquanto o Su-22 cruzava o Sol, Kleeman lançou um AIM-9L Sidewinder. O Missil acertou a cauda do aviao líbio e explodiu; pedaços de celula voaram, e o aviao perdeu o controle. O piloto conseguiu ejetar e descer de pára-quedas em segurança.O outro Sukhoi nao teve melhor sorte. Mucznski seguiu-o enquanto subia e ficou na posiçao de 6 horas em relaçao a ele, a 800m de distância. O piloto americano disparou o seu AIM-9L Sidewinder. Numa fraçao de segundo, a metade do Su-22 tornou-se uma grande bola de fogo. Mucznski ascendeu abruptamente, numa manobra de 6g, para evitar que o seu aviao fosse atingido por destroços do outro; voando invertido, ele viu os restos em chamas do Su-22 caindo. O piloto ejetou, mas o pára-quedas nao abriu.
Confronto no Golfo de Sidra - 2ª parte
Depois de 1981, a Libia se envolveu em todo o tipo de atividades terroristas, em novembro agentes libios participaram do atentado em Paris contra o diplomata norte-americano Chistian Chapman, no começo de 1982 o presidente Reagan decretou boicote ao petróleo líbio. Em 1985 o Kadafi classificou de "operaçoes heróicas" os ataques de dezembro ao balcao da "El Al" em Roma e em Viena que resultou na morte de 15 pessoas (alguns norte-americanos). Os Passaports de pelo menos 4 terroristas mortos nas operaçoes eram tunesinos, mas haviam sido confiscados pelas autoridades libias de trabalhadores temporarios vindos da Tunisia e entregues a militantes palestinos.No final de janeiro de 1986, Kadafi declarou o estabelecimento da "linha da morte", indo de um ponto logo ao sul de Tripoli até Bengázi, fechando dessa forma o Golfo de Sidra. Segundo ele, avioes e navios norte-americanos que se aventurassem ao sul dessa linha seriam destruidos. Os EUA acharam que, segundo as leis maritimas internacionais, tinham direito de cruzar a linha e de disparar contra qualquer ameaça à liberdade de navegaçao.
Operaçao "Prairie Fire"
Já em fevereiro de 1986, começou a ser posta em movimento a operaçao "Prairie Fire". A intençao era provocar uma reaçao por parte da Líbia e entao retaliar. Nem um, nem dois, senao três poderosos grupos navais de combate, capitaneados por porta-avioes cruzariam a "linha da morte", oficialmente em manobras de rotina. A pressao começou a ser aplicada com 32 dias consecutivos de incursoes nao anunciadas no espaço aereo além da linha, mantendo as defesas líbias sempre ocupadas. Em 14 de março, a operaçao "Prairie Fire" foi totalmente liberada, e os três porta-avioes, 27 vasos de apoio e mais de duzentos avioes logo estavam ao largo do litoral líbio (isso é a resposta à aqueles que acreditam que os americanos são uns retardados mentais por manterem uma frota tao grande de porta-avioes ou à aqueles que questionam a necessidade do NA São- Paulo A-12).A Líbia nao era um pais ingenuo, tinha pelo menos 160 Mig-23 "Flogger", 60 Mig-25 "Foxbat" e 100 SU-22 "Fitter" para atacar a Navy.
Acima: Participaram os aviões de três porta-aviões entre eles o USS America, acima.Líbia reaciona.
Kadafi libera a sua ira e a maquinária de guerra libia responde; ás 7h52min do dia 24 de março, 2 mísseis "Gammon" SA-5 foram disparados contra caças americanos, ambos erraram o alvo. A situaçao se complicou quando por fim, decolaram os avioes mais poderosos das forças líbias, os Mig-25 "Foxbat" (A baixo ) armados até os dentes com 4 AA-6 "Acrid" e com um objetivo tao próximo seria perfeito para as suas caracteristicas de combate.
Os Mig-25 viraram ao norte, diretamente ao encontro das CAP americanas, o trabalho seria mais fácil se encontrassem uma dupla de F-4, os pilotos tinham conhecimento das tentativas por parte de Israel de interceptar os "Foxbat" sempre sem resultado. Um combate ideal seria a grande altura e velocidade, mas as patrulhas americanas estavam a um nivel mais baixo (6.095m), e nao eram F-4, senao F-14 Tomcat. Os F-14 com seu poderoso radar nao teve problemas em encontrar um aviao de quase 30 toneladas voando alto e rápido, os pilotos americanos rapidamente apontaram em direçao aos Migs com os pós combustores ao máximo, tentaram diminuir a distância o mais rápido possivel, mas sem subir.Os pilotos americanos aprenderam dos pilotos israelis as tecnicas de combate contra um Mig-25, já que Israel tinha encarado alguns Mig-25R aos quais conseguiu finalmente dar caça com os novos F-15.
Kadafi libera a sua ira e a maquinária de guerra libia responde; ás 7h52min do dia 24 de março, 2 mísseis "Gammon" SA-5 foram disparados contra caças americanos, ambos erraram o alvo. A situaçao se complicou quando por fim, decolaram os avioes mais poderosos das forças líbias, os Mig-25 "Foxbat" (A baixo ) armados até os dentes com 4 AA-6 "Acrid" e com um objetivo tao próximo seria perfeito para as suas caracteristicas de combate.

Os Mig-25 viraram ao norte, diretamente ao encontro das CAP americanas, o trabalho seria mais fácil se encontrassem uma dupla de F-4, os pilotos tinham conhecimento das tentativas por parte de Israel de interceptar os "Foxbat" sempre sem resultado. Um combate ideal seria a grande altura e velocidade, mas as patrulhas americanas estavam a um nivel mais baixo (6.095m), e nao eram F-4, senao F-14 Tomcat. Os F-14 com seu poderoso radar nao teve problemas em encontrar um aviao de quase 30 toneladas voando alto e rápido, os pilotos americanos rapidamente apontaram em direçao aos Migs com os pós combustores ao máximo, tentaram diminuir a distância o mais rápido possivel, mas sem subir.Os pilotos americanos aprenderam dos pilotos israelis as tecnicas de combate contra um Mig-25, já que Israel tinha encarado alguns Mig-25R aos quais conseguiu finalmente dar caça com os novos F-15.
Enquanto o mar era um péssimo fundo para o radar do Mig-25, o limpo céu azul era um fundo perfeito para o radar do Tomcat, possivelmente os F-14 perceberam primeiro a presença dos Migs. A idéia era interceptar os Mig-25 de baixo para cima, aproveitando a grande potência dos motores do Tomcat para trepar rapidamente e lançar os seus misseis a média distância, mas nunca houve a oportunidade, os Migs finalmente nunca deram combate, qualquer coisa que nao fosse combate a larga distància nao era interesante para os pilotos líbios, marcados pelo encontro de 5 anos atrás.
Resposta americana.
No decorrer do dia, novos mísseis SA-5 e também SA-2 "Guideline" foram lançados do litoral, mas nenhum acertou.Às 14h26min os EUA começaram a castigar os líbios duramente. Dois Grumman A-6E Intruder, (A baixo ) armados com misseis antinavio AGM-84A Harpoon e bombas de fragmentaçao Rockeye, atacaram e destruiram uma embarcaçao de ataque rápido "Combattante IIG" que portava 4 mísseis Otomat.
Resposta americana.
No decorrer do dia, novos mísseis SA-5 e também SA-2 "Guideline" foram lançados do litoral, mas nenhum acertou.Às 14h26min os EUA começaram a castigar os líbios duramente. Dois Grumman A-6E Intruder, (A baixo ) armados com misseis antinavio AGM-84A Harpoon e bombas de fragmentaçao Rockeye, atacaram e destruiram uma embarcaçao de ataque rápido "Combattante IIG" que portava 4 mísseis Otomat.

Quarenta minutos depois uma dupla de Vought A-7E Corsair II atacou e desativou uma base terestre de SA-5, utilizando mísseis HARM AGM-88A. Às 16h15min, outra dupla de A-6E danificou uma corveta da classe "Nanuchka II" armada com misseis , que conseguiu retornar ao seu porto. Ao cair da noite o Cruzador americano Yorktown, destruiu uma embarcaçao "Combatante IIG" graças a dois misseis Harpoon. Essa açao foi logo seguida por outro ataque de avioes A-7E contra outra base de SA-5. Uma segunda "Nanuchka II" foi atacada e seriamente danificada por aparelhos A-6E nas primeiras horas de 25 de março, e o pessoal líbio de salvamento foi visto recolhendo sobreviventes.
O Pentagono afirmou oficialmente que "pelo menos 6, mas não mais de 12" mísseis líbios tinham sido disparados contra avioes norte-americanos. Quatro embarcaçoes líbias haviam sido destruidas ou danificadas e pelo menos duas bases de SAM em terra haviam sido destruidas.Em 5 de abril, uma bomba deixada por um terrorista palestino explodiu em uma discoteca de Berlim ocidental, matando 2 pessoas e ferindo 230, muitas delas militares norte-americanos.
O Pentagono afirmou oficialmente que "pelo menos 6, mas não mais de 12" mísseis líbios tinham sido disparados contra avioes norte-americanos. Quatro embarcaçoes líbias haviam sido destruidas ou danificadas e pelo menos duas bases de SAM em terra haviam sido destruidas.Em 5 de abril, uma bomba deixada por um terrorista palestino explodiu em uma discoteca de Berlim ocidental, matando 2 pessoas e ferindo 230, muitas delas militares norte-americanos.

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