
A Guerra do Golfo em 1991 foi um conflito mais recente de larga escala onde forças regulares lutaram contra a outra em um grande teatro de operações com uma grande série de operações. Um terço das forças de caças da USAF, incluindo 90% dos F-111F, F-117A e F-15E, foram para a região. Metade das aeronaves de reabastecimento em vôo e Comando e Controle foram deslocados para a região e praticamente todas as aeronaves de reconhecimento e guerra eletrônica.
A Operação Tempestade do Deserto seria a primeira ameaça da EUA contra um inimigo de primeira categoria. Em 1991, a Coalizão enfrentou uma rede formidável de bases, resultado de programa massivo de construção de abrigos HAS e dispersão sendo até um exemplo para outros paises. A rede de bases aéreas reforçadas iraquianas eram um dos pontos fortes do país. Devido a sua força uma grande parte da força aérea da coalizão foi usada para sua supressão. Não eram aeródromos, mas fortificações e eram a parte mais forte da força aérea. No total mais de 594 HAS foram construídos por empreiteiros britânicos, belgas, franceses e iugoslavos com padrão melhor que o da OTAN.
Aliados temiam que as bases de dispersão, a proteção, junto com decepção ativa e a capacidade de reparos evitassem que a força aérea iraquiana continuasse a operar. O objetivo dos aliados passou a ser diminuir a razão de saídas ao invés de fechar as bases aéreas, devido ao tamanho, quantidade e recursos limitados. O objetivo era deixar a força aérea iraquiana inefetiva, sem poder decolar, como parte da campanha de superioridade aérea. O Iraque dá muita importância para a proteção das bases aéreas devido a experiência em conflitos contra Israel e Irã, e até mesmo da experiência britânica no país durante a Segunda Guerra Mundial. Contra Israel já tinham mostrado que poderiam perder a guerra devido aos resultados de ataques a bases aéreas. Contra o Irã tentaram vencer atacando as bases inimigas, mas sem sucesso. Foi criada uma rede de bases reforçadas de dispersão na fronteira.
Cada base, chamada de Projeto 505, iniciou a construção durante a guerra contra Irã, cada uma com 12 HAS de parede de meio metro concreto, oito tanques de combustível, duas estações de força e instalações para operações do esquadrão. Todas as bases tinham equipes de reparos e material necessário. Nesta rede havia três bases para meios estratégicos. As bases foram planejados em 1975 como Projeto 202, onde concentram os meios de guerra biológicos, químicos e até nucleares. A construção iniciou no meio da década de 80 com tudo super-reforçado e com o mais moderno da época.Na época não existia uma organização especializada em analisar as bases inimigas e a Coalizão não tinha informações detalhadas das bases iraquianas. Por sorte tiveram cinco meses para consolidar as informações antes das operações aéreas iniciarem. A prioridade era liberar o Kuwait e então a superioridade aérea no sul do Kuwait era prioridade.
Outra função era neutralizar as armas de destruição em massa do Iraque que ameaçava a Coalizão e Israel. Também existia o objetivo de parar a ameaça a longo prazo do Iraque aos vizinhos. A fase inicial foi planejado atingir um nível de danos para deixar as bases inoperáveis e criaram missões especificas para cada base. Foi antecipado um reataque para manter os danos e destruir alvos particulares. A avaliação de danos de batalha seria crucial para determinar como seriam os ataques subseqüentes. O Iraque tinha 66 bases aéreas. Primeiro priorizavam os alvos relacionados com a lista de objetivos já citados. A geografia priorizava as bases de Tallil e Jalibah no sul devido a distância do Kuwait.
A defesa de Bagdá era outra prioridade assim como as bases de aeronaves avançadas como os Mig-29. As bases ao norte de Bagdá ameaçava a Turquia e o Irã e por isso tinham baixa prioridade.As bases na fronteira saudita como Salman Norte e Wadi Al Khirr foram atacadas devido a posição geográfica e importância. Eram pouco usadas em tempo de paz pois guardavam as aeronaves no interior, mas o alcance limitado das aeronaves as tornava ativa e seriam usadas para contra-ataque como base avançadas. Atacando as bases secundárias aumentariam a importância das bases principais. As armas químicas e biológica tinham grande prioridade e inclui atacar os centros de fabricação e armazenamento que ficavam próxima as bases aéreas.
As bases com mísseis Scud e aeronaves de longo alcance como o Mirage F-1 e Su-24 eram prioridade e ficavam bem no centro do pais.A principal ameaça a coalizão eram os Su-24 que poderiam lançar armas de destruição em massa contra Israel e atacar as bases aliadas distantes. As bases destas aeronaves foram as primeiras a serem atacadas. O Su-24 foi projetado pelos soviéticos para atacar alvos na chamada "zona operacional" entre 300-800km da frente de batalha. Entre as prioridades estavam os lançadores de mísseis Pershing, depósitos de armas nucleares, centros de comandos, linhas de comunicações (pontes, pátios de ferrovias, junções de rodovias), tropas de segundo escalão e bases aéreas. Os ataques seriam de dia com auxilio de navegação de longo alcance e operando a baixa altitude.Os F-117 atacaram os nódulos de Comando e Controle, Comunicações e Centros de Comando simultaneamente,assim como os centros de operações de defesa aéreas. Assim as bases ficaram isoladas e sem coordenação.
As bases aéreas iraquianas tinham até seis pistas e as pistas de taxiamento eram grandes e numerosas para apoiar vários HAS. Os abrigos HAS tinham varias pistas de taxiamento redundantes e ficavam no fim da pista e ligada ao HAS vizinho. A pista redundante podia ser usada para atingir a pista. As superfícies de operação de emergência eram longas o suficiente para acomodar um IL-76. Os objetivo dos aliados na primeira noite era cortar as pista de taxiamento entre os HAS e as pista ao invés de destruir toda pista que eram grandes devido ao calor do deserto. Assim ficaria difícil coordenar ataques de muitas aeronaves contra os aliados já que dificilmente as aeronaves decolariam juntas ou seriam grupos pequenos. As equipes e equipamentos de reparo presentes nas bases não foram atacados. Atacar a pista passou a ser metade do problema com a capacidade de reparo não ameaçada.
Cada bases aérea principal do Iraque tinha equipes de reparos bem treinados, equipamentos especializados e estoques de material para reparos. O resultado foi o reparo rápido dos danos. Crateras eram pintadas nas pistas operacionais para parecer danos reais e as crateras reais eram cobertas com papeis para chamar mais ataques para proteger as pistas boas.Como eram alvos difíceis as bases aéreas eram atacadas pelas melhores aeronaves aliadas. O ataque iniciou com as operações de pacotes de quatro ou oito Tornados atacando 10 bases a baixa altitude a noite, após outras aeronaves atacarem e as defesa estavam alertadas. Usaram o casulo JP233 e o objetivo era fechar as pistas de taxiamento entre os HAS e pista. As submunições das JP233 eram pequenas e fáceis de reparar (4 a 6 horas) e a redundância dava muita alternativa para pista. Na primeira semana os ataques com Tornados foi diário, mas a tática de vôo baixo era perigosa devido a artilharia antiaérea e foram perdidos quatro Tornados.
Mesmo assim só uma perda foi confirmada nestes ataques como sendo com a JP233 e provavelmente foi uma colisão com solo três minutos após o ataque (os iraquianos citam que foi derrubada por um Mig-29). Vários A-6E Intruder da US Navy também foram perdidos nos ataques as bases aéreas. A USAF tinha bombas anti-pista Durandal, mas não usou. Na primeira noite de guerra a RAF enviou quatro esquadrilhas de Tornado para atacar as bases de Al Asad, Al Taqaddum e Mudaysis e duas esquadrilhas para atacar Tallil. Os ataques foram realizados a uma velocidade de 600 nós (1.112 km/h) e a 200 pés de altura (60m). Com exceção do ataque a Al Asad, os Tornado faziam parte de uma força de ataque conjunta com a USAF e a US Navy. As aeronaves americanas fizeram inicialmente um bombardeio nivelado e os Tornado atacaram depois com suas JP223. As bases iraquianas também não eram de pistas de fundação de concreto e as armas de penetração tinham pouco efeito e acabaram usando bombas comuns.
As táticas da OTAN para ataque as bases aéreas a baixa altitude foram desenvolvidas para o terreno montanhoso da Europa e não para o deserto plano do Iraque. Seis dias após o inicio do conflito os Tornados passaram a atacar a média altitude, pois não havia cobertura radar funcionado mais. A pontaria piorou com bombas burras a média altitude. Também não havia mais bases aéreas para atacar e passaram a fazer interdição contra a Guarda Republicada e receberam bombas guiadas a laser. A frota de Tornados da RAF só tinha dois casulos TIALD para designar alvos e foram auxiliados por 12 Bucanner equipados com geriátricos casulos Pave Spike. O ataque as pontes era seguido de reconhecimento armado para destruir os pontões. O mesmo ocorreu com as bases aéreas que podiam estar sendo reconstruídas.As saídas do Iraque foram diminuindo após a hostilidade iniciar. O Iraque voou apenas 50 saídas nos primeiros dias. Os pilotos iraquianos sempre souberam que seria suicídio enfrentar os pilotos da coalizão. Os ataques as bases aéreas complicava, mas se evidencia que não foi a única influencia na razão de saídas.As minas das JP233, junto com as minas das bombas em cacho, tiveram mais impacto nas operações aéreas nas bases. A semeadura de minas nas bases saturou a capacidade das equipes de destruição de bombas. O pessoal, veículos e aeronaves ficaram bloqueados e não podiam se mover.
Quando o USMC entrou no aeroporto do Kuwait foram parados não pelo inimigo, mas por minas das bomba em cacho que não explodiram. Após as primeira perdas, os iraquianos ficaram em terra. Escondidos nos HAS se acharam protegidos e pretendiam esperar a invasão por terra contra o Iraque para voltar a operar. Mas a coalizão decidiu que os próximos alvos deveriam ser os abrigos HAS, atacando um por um.A segunda fase de ataques as bases aérea foi o ataque contra os HAS usando bombas guiadas a laser disparadas de média altitude após a ameaça de mísseis SAM serem neutralizados no quarto dia da guerra. Os iraquianos reutilizaram os HAS atingidos considerando que não seriam atacados novamente. Mais buracos nas pistas foram feitos com bombas de penetração GBU-24 guiadas a laser.Inicialmente a coalizão planejou atacar e destruir 594 HAS em poucos dias. Seriam destruídos em grupos, prevenindo a dispersão das aeronaves.
Na pratica não foi rápido. As aeronaves com capacidade de lançar armas guiadas estavam disponíveis em quantidade limitada para tantos alvos. A avaliação de danos de batalha era lento e precisou de reataque contra alguns alvos. O mau tempo também atrasou os ataques. Noite após noite, os F-111F dispararam bombas guiadas a laser contra os HAS iraquianos. Os primeiros pacotes eram formados por seis aeronaves, mas no fim com 20 a 24 contra uma base de cada vez. Na média foram 10-20 HAS destruídos por noite. No total foram 375 HAS destruídos com 141 aeronaves destruídas. Durante a segunda semana da guerra aérea, apenas 60% das saídas dos F-111F e 26% dos F-117 eram para atacar bases aéreas e a maioria dos alvos eram abrigos HAS. Na terceira semana os F-111F conduziram 200 ataques contra as bases (18% das saídas na semana).
Os B-52G foram usados para atacar bases aéreas em ataques a baixa altitude em quatro ataques. Ele atacavam as pistas com armas não guiadas de 454kg e criavam campos de minas com bombas em cacho. Também atacaram com mísseis cruise (31 mísseis CALCM). após os ataques contra os HAS iniciar, os iraquianos passaram a dispersar suas aeronaves em pequenos grupos, perto de vilas, mesquitas e sítios arqueológicos. A coalizão pensou em atacar com bombas sem explosivos e só com concreto dentro para evitar danos colaterais. A dispersão significou uma derrota pois não podiam operar dos sites de dispersão que só serviu para preservar suas aeronaves. Outras partes das bases atacadas foram as instalações de manutenção para evitar a sustentação de saídas a longo prazo. No fim da guerra 50% da capacidade de manutenção foi destruída. Os veículos de apoio geralmente eram ignorados, mas eram críticos para manter e apoiar. Como estavam estacionados perto ou dentro dos HAS foram destruídos.Apesar dos ataques, a maioria das aeronaves mais avançadas ficaram intocadas nos superbunkers das bases Project-202. No primeiro ataque a estas bases, no dia sete da guerra, a bomba não penetrou. Para os iraquianos serviu para reafirmar a invulnerabilidade contra armas convencionais de suas super-bases.
O segundo ataque, no dia nove, penetrou e pulverizou o conteúdo. Certos da destruição, os iraquianos passaram a fugir para o Irã. No mesmo dia da fuga iniciar, os comandantes da forças de defesa aérea e força aérea foram executados. A fuga inicial pode ter sido deserção pois alguns caíram indicando falta de planejamento. Depois Saddam ordenou a fuga o que já tinha sido feito durante a guerra contra o Irã guardando caças em paises vizinhos.No primeiro dia o Iraque voou 24 saídas, nove não voltaram, contra 2 mil saídas da coalizão. Em quatro dias foram mais de 40 saídas incluindo de transporte. Era um ritmo operacional adequado contra o Irã, mas não contra a coalizão. Após as perdas nos primeiros três dias se esconderam nos HAS. No nono dia os iraquianos pararam de voar e depois só para fugir. Após uma semana os Aliados passaram a atacar os HAS e os iraquianos não podiam mais contar com esta proteção e passaram a fugir para o Irã no nono dia não atacando mais as aeronaves da coalizão a partir deste dia.
No dia 14 de janeiro já havia 100 HAS destruídos e colocaram Patrulhas de Combate Aéreo na fronteira o que parou os vôos por uma semana. Com a suspensão das Patrulhas de Combate Aéreo a fuga reiniciou e as Patrulhas de Combate Aéreo foram reativadas e continuaram até o fim do conflito.Os iraquianos tentaram apenas um ataque com um Mirage F1 contra a Arábia Saudita. Apenas um Mirage F1 lançou um Exocet que não atingiu nada. O Iraque tinha cerca de 689 aeronaves de combate. As perdas foram 35 derrubadas, 81 destruídas no pátio, 12 capturadas intactas no sul do Iraque, cerca de 141 destruídas nos HAS e 148 fugiram para o Irã.Os primeiros ataques da Coalizão foram mal concebidos pois as bases aéreas estavam preparadas. Dos 16 alvos primários entre as bases aéreas e 28 bases de dispersão, apenas nove foram consideradas fora de ação, mas os aliados também não tinham a intenção de deixar todas as bases inoperáveis. A fuga dos caças para o Irã mostra que falhou.
O ataque aos HAS que finalizou a ameaça forçando a fugir ou dispersar. Se o ataque aos HAS fosse iniciado antes e com mais recursos, talvez não escapassem para reforçar a força aérea do Irã. A falta de inteligência resultou em solução estereotipada como ataque a pista. Com superioridade aérea e mais de 3 mil saídas contra as bases aéreas (1300 nas duas primeira semana), ainda assim não eliminou a ameaça. Mesmo com cinco meses de preparação, superioridade técnica, superioridade numérica absoluta, surpresa e iniciativa.Outros motivos podem ter sido o motivo principal do mau desempenho da Força Aérea Iraquiana. Por motivos políticos, para Saddam Husseim se preservar contra ataques da força aérea, como ocorrido no passado, os melhores pilotos iraquianos de ataque, só tinham experiência em atacar curdos sem defesa. Foram os primeiros a atacar Irã em 1980 com falha total. Para manter a dominação os pilotos só agiam com controle estrito de terra, sem iniciativa nenhuma. Saddam controlava todos os níveis de planejamento e execução das missões militares. O profissionalismo e competência eram secundários, com o medo de serem acusados de deslealdade não reclamavam das opiniões de Saddam. Eram os membros do partido que subiam no ranking e não por mérito ou capacidade. A vontade de lutar dos pilotos era duvidoso em termos de apoiar Saddam Husseim.

Um comentário:
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