
sábado, 30 de junho de 2007
Ataques as Bases Aéreas : A destruição dos abrigos HAS iraquianos

sábado, 23 de junho de 2007
CAÇADA AOS SCUDS - IRAQUE - 1991
destruir os Scuds com os seus mísseis Patriot(a esquerda). Os Patriots tinham sido originalmente projetados para atingir aviões, mas esta versão conseguia seguir o percurso de um míssil. Quando os Scuds mergulhavam de novo em direção ao solo a cerca de 6400 Km/h, o Patriot agia como uma bala dirigida a outra bala. Neste caso, os Scuds haviam sido tão mal adaptados que muitos se desintegravam durante o vôo. Apenas uma pequena percentagem atingiu o alvo. O Scud foi desenvolvido há 40 anos na ex-União Soviética para servir de apoio a divisões de exército. Simples e robusto, embora pouco preciso contra alvos situados além de 150 quilômetros, foi doado ou vendido para quase todos os países alinhados com o regime da URSS no Leste Europeu, no Oriente Médio, na Ásia e no norte da África. Estima-se que haja cerca de 1,5 mil Scuds operacionais em todo o mundo. Os Scuds iraquianos pertenciam à série 8K14, conhecidos na OTAN como SCUD 1-B. São mísseis balísticos de um só estágio, curto alcance e propelidos por combustível líquido. Os primeiros lançadores móveis foram construídos sobre chassis do tanque russo IS-3. Quatro anos depois, os IS-3 foram substituídos pelos chassis 8 x 8 MAZ-543. A troca do transportador deu aos SCUD muito maior mobilidade e dispensou o uso de viaturas auxiliares de transporte de pessoal, já que a tripulação ia dentro do MAZ-543 . Uma unidade padrão opera até 18 disparadores, coordenados por um veículo de Comando e Comunicações, e acompanhados por uma central meteorológica End Tray movel, um caminhão tanque ZIL-157 e uma carreta com mísseis extras para recarregamento. O tempo gasto entre a chegada ao ponto de disparo e o momento em que o primeiro Scud sobe é estimado em uma hora. Durante a década de 80 os engenheiros iraquianos modernizaram seus Scuds, aumentando-lhes o tamanho, ao agregar mais um segmento, e conseqüentemente aumentando-lhes o alcance, embora a carga útil tenha sido ligeiramente diminuída. Os resultados foram o Al-Hussein ( ! ) com 650km de alcance, e capaz de atingir Israel e a Síria, e em seguida o Al-Abbas, com 900km de alcance, capaz de cobrir todo o Estreito de Hormuz. Os Scuds foram usados por Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo em 1991 contra uma grande variedade de alvos, mas principalmente contra Israel, numa tentativa de forçar um ataque de retaliação israelense ao Iraque, o que levaria a uma imediata ruptura da Coalizão. Inicialmente considerados como um fator militar insignificante, lançadores móveis de SCUD logo tornaram-se mais numerosos do que o esperado, e sua eliminação por questões políticas foi parar no topo das prioridades da Coalizão. Logo descobriu-se que somente as baterias de Patriots não seriam suficientes para neutralizar a ameaça dos Scuds então foi formada uma força conjunta de caça-bombardeiros convencionais e Forças de Operações Especiais (SOF) foi rapidamente reunida para localizar e destruir a ameaça. Ao atacar o Kuwait, Saddan dispunha de 50 TELs (Lançadores Móveis de SCUD ), além de 5 plataformas fixas, todas elas apontadas para Israel, e com cerca de 60 mísseis a disposição. Em 17 de janeiro, sete SCUDs alcançaram TelAviv e Haifa, destruindo cerca de 150 prédios e ferindo 50 pessoas. O Primeiro Ministro Israelense, Yitzhak Shamir avisou aos americanos, que Israel não toleraria outro ataque e estava pronto para retaliar. Imediatamente George Bush mandou duas baterias de mísseis antiaéreos Patriot para Israel e prometeu destruir todos os lançadores iraquianos. 
Acima: Lançador móvel de mísseis Scuds.
Para realizar as suas tarefas no Iraque o SAS montou patrulhas de vigilância de estrada e colunas móveis de combate.
Essas patrulhas eram formadas por oito homens, que por um período de cerca de 10 dias se posicionariam bem atrás das linhas inimigas, sendo inseridos por helicópteros Chinook, para montar Postos de Observação - PO, com o objetivo de monitorar as principais rotas de provisão para a movimentação dos lançadores de Scuds. Caso alguma plataforma móvel de lançamento fosse avistada imediatamente seria chamado um ataque aéreo para destruir os veículos. Redes de cabos de fibra óptica, que auxiliavam a rede de comando iraquiano no lançamento dos Scuds, seriam alvos secundários.
O Esquadrão B forneceu todo o pessoal para formar as três Patrulhas de Vigilância de Estrada, que receberam o nome código de Bravo One Zero, Bravo Two Zero e Bravo Three Zero. Eles ficaram assim dispostas: B10 ficou na região sul, B30 no centro e B20 no norte.
A primeira patrulha do SAS que entrou no Iraque o fez de helicóptero Chinook. Os seus operadores quiseram inspecionar rapidamente o ambiente e pediram para o helicóptero que os trouxe esperar um pouco. Eles decidiram que o terreno plano, cheio de pedregulhos oferecia pouca cobertura e era muito perigoso continuar a missão por ali e voltaram com o helicóptero.
A patrulha B20, sob o comando de Andy Mcnab, foi inserida no norte do Iraque, a 300 km da fronteira saudita e a cerca de 120 km da Síria. Esses iam fazer parte da história do SAS.
B30 - Bravo Three Zero
A B30 não pediu para o helicóptero Chinook esperar como a B10 fez, mas novamente, inspecionando o ambiente, decidiu que era muito arriscado continuar e decidiu voltar para a fronteira saudita no único veículo que eles tinham. Antes de partirem eles pediram um ataque contra uma estação móvel de radar que estava ali perto. Um A-10 dos EUA os confundiu com o objetivo; porém, percebendo o seu engano a tempo, o piloto conseguiu destruir o alvo inimigo. Segundo informações eles levaram alguns prisioneiros com eles.
Este é um exemplo de que além de caça os Scuds o SAS também atacou alvos iraquianos de oportunidade, sempre que possível usando para isso aviões da coalizão ou suas próprias armas.

Quatro Colunas Móveis de Combate foram formadas, duas com pessoal do Esquadrão A e duas com o pessoal do Esquadrão D. As colunas treinaram antes de entrarem no Iraque no Emirados Árabes Unidos.
Cada coluna tinha cerca de 30 homens e 12 veículos. Os veículos eram: um caminhão de suporte Unimog, fabricado pela Mercedes, que levaria a maioria das cargas como combustível, água, munição, equipamento de proteção NBC, peças sobressalentes e outras coisas; de oito a dez 110 Land Rovers, cada qual armado com metralhadoras Browning .50, GPMGs, lançadores de granada M19 de 40 mm lançadores de mísseis antitanque Milan, lançadores de mísseis antiaéreos Stinger e LAWs, cada Land Rover levava de três a quatro homens, além de mantimentos e equipamentos; e duas motos. As colunas se moviam a noite e descansavam durante o dia, em posições seguras e camufladas. Os homens normalmente estavam armados com pistolas 9 mm, fuzis M-16, muitos com lançadores de granada M230, SLR, rifles L96A e submetralhadoras.
Um operador do SAS descreveu o problema desta maneira: "Nós sabíamos que os parâmetros das operações eram bem soltos, mas isso não significava que nós poderíamos sair explodindo tudo a nossa frente. Nós éramos tropas estratégicas, assim o que nós fazíamos atrás da linhas inimigas poderia ter implicações políticas sérias. Se nós víssemos um oleoduto, por exemplo, e o detonássemos, nós poderíamos estar lançando a Jordânia na guerra, poderia ser um oleoduto de Bagdá para Amã que os aliados tinham concordado em não destruir de forma a permitir que a Jordânia tivesse o seu óleo. Assim se nós víssemos um alvo de oportunidade nós teríamos que ter permissão para lidar com ele. Com a permissão dada nós poderíamos causar um grande dano a máquina de guerra iraquiana, sem causar qualquer dano a Coalizão em questões políticas ou estratégicas."
Em 20 janeiro, operadores do SAS cruzaram a fronteira iraquiana pela primeira vez. Os detalhes operacionais, tais como o tipo de transporte, estavam mais relacionados com os métodos operacionais do líder da equipe. Os métodos da inserção disponíveis eram os seguintes: cruzar a fronteira: a pé, de veículo, ou de helicóptero.
Parece que a inserção de pára-quedas usando a técnica HALO era uma possibilidade, mas seu emprego real não foi confirmado. Isto é muito provável devido a fácil detecção por parte dos radares iraquianos de uma aeronave grande como um C-130 Hercules. Tal detecção não somente iluminaria o avião para os mísseis e canhões antiaéreos, mas poderia também dar a localização geral de uma equipe que tentasse se infiltrar.

Com tantas equipes operando no interior do Iraque se fazia necessário o seu reabastecimento. Não era operacionalmente viável que cada uma voltasse a Arábia Saudita para se reabastecer e voltar. Por isso foi criada uma formação temporária, o Esquadrão E, com a missão de abastecer as colunas do SAS em pleno Iraque. Foi formado um comboio com dez caminhões, fortemente escoltados por Land Rovers armados que se moveram para um ponto de encontro a mais de 139 km dentro do Iraque onde seriam encontradas as Colunas Móveis de Combate. Partindo da Arábia Saudita no dia 10 de fevereiro pela, a coluna alcançou o ponto de encontro por volta das 15:00 do dia 12. O ponto de encontro se tornou uma colméia de atividade. Armas e veículos foram consertados ou reparados, prisioneiros foram entregues e reuniões de planejamento foram realizadas. O Esquadrão voltou para a Arábia Saudita no dia 17 de fevereiro e logo depois deixou de existir.
O ataque a "Victor Two"
Um contingente de 30 homens do Esquadrão "A" era a típica Colunas Móveis de Combate do SAS na caçada aos lançadores móveis de Scuds, e a coluna que atacou a posição iraquiana "Victor Two" é uma dessas colunas.. Esta coluna era composta de seis 110 Land Rovers, de um veículo de suporte Unimog, e de duas motocicletas. A ordem da coluna era três 110, o Unimog, então os outros três 110s juntos com as duas motocicletas. Sempre que possível, os veículos seguiram as trilhas dos veículos da frente, para confundir o inimigo a respeito do número real dos veículos da coluna. O tipo de armamento levado pelos times do SAS variou muito.

As armas pessoais incluíram rifles M-16 lançadores de granada M-203, rifles de franco-atiradores, granadas, e um grande sortimento de alto explosivos. As armas montadas incluíram mísseis antitanques Milan e TOW, lançadores de granadas Mk 19, metralhadoras de emprego geral de 7.62mm e de .50pol.
Para minimizar a possibilidade de contato com os iraquianos o comboio se deslocava principalmente à noite. Durante o dia, os veículos eram recolhidos e escondidos debaixo de redes de camuflagem. Todo o tempo durante o qual o time não estava viajando era usado para descanso, manutenção e planejamento. Uma série de problemas inesperados foram enfrentados pela coluna imediatamente após a sua partida. O primeiro deles foi às altas temperaturas de extremo frio durante as noites.
Esperava-se que o tempo esfriasse, mas não temperaturas tão baixas, por isso a coluna não dispunha de agasalhos para temperaturas bem baixas. Isto causou muita fadiga em todos os membros do SAS pelo fato de que nenhum dos veículos estava coberto, e por conseqüência não se pôde beneficiar de aquecedores.
O segundo problema foi temporário, mas atrasou a entrada da coluna em território iraquiano. Os iraquianos tinham erguido uma grande barreira de areia ao longo da fronteira, esta barreira era grande o bastante para impedir o avanço de qualquer veículo. Equipes de reconhecimento do Esquadrão foram enviadas para examinar uma extensão de 50km da barreira para achar um ponto de cruzamento satisfatório, porém nada foi encontrado. Isto forçou a recolocação da coluna para outro ponto de entrada muito mais distante ao nordeste. Os problemas não acabaram com o cruzamento da fronteira. Na segunda noite da coluna , um Land Rover foi perdido numa colisão com o UniMog e teve que ser enterrado antes do comboio poder prosseguir. Os quatro homens que estavam no Land Rover perdido foram transferidos para o UniMog, e a coluna pode então continuar. A certa altura um veículo iraquiano com três homens se aproximou do esconderijo de uma das equipes. Dois iraquianos foram mortos e o terceiro foi feito prisioneiro, seguindo a sua extração por helicóptero (o que era um procedimento padrão), o veículo iraquiano foi destruído com explosivos.
A palavra código capturada do iraquianos, "Victor Two", estava relacionada com um posto de controle iraquiano responsável por um número substancial de direcionamentos de ataques com Scuds da região Ocidental. A coluna começou a receber informações detalhadas de localização, planejamento e poder de fogo do local codificado das transmissões de rádio enviadas pelos comandantes iraquianos. Tão detalhada era a informação, que descrevia com precisão não só a estrutura de superfície, mas também as especificações estruturais da arquitetura subterrânea. Dois operadores do SAS decifraram as informações, uma prática padrão do SAS. Eles também calcularam que a guarnição inimiga era de aproximadamente 30 homens, na realidade o número era quase dez vezes maior. Por alguma razão, o fato das aeronaves da Coalizão terem bombardeado o local não foi informado a coluna .
Equipes iraquianas de manutenção tinham sido desdobradas em resposta ao ataque e isto foi à resposta ao inesperadamente grande número de inimigos presentes. É importante notar que o bombardeio não causou suficiente dano ao local para fazê-lo inoperante. Esta constatação só foi possível através de uma inspeção detalhada realizada pelos elementos de uma equipe de reconhecimento, realizada logo após o ataque. É provável que os iraquianos camuflaram os danos e levaram os planejadores da Coalizão a acreditar que aquele alvo estava fora de ação. De fato quando a equipe do SAS chegou ao local, o mastro principal de transmissão estava baixado, mas a bateria ainda era capaz de realizar operações continuas. No assalto que seguiu o local foi destruído funcionalmente e a equipe retirou-se sob fogo. Surpreendentemente, nenhum homem do SAS foi morto ou ferido no ataque. Esta coluna retornou à base seis semanas depois de sua partida como programado.
SAS - Conclusão
Ao final da guerra, o SAS e o SBS tinham sem envolvidos na destruição de muitas instalações de comunicações e, é calculado, que tenha destruído um terço dos lançadores de Scuds. Tinha-se esperado um grande número de baixas, diante de um terreno perigoso, com temperaturas geladas, chuvas e granizo, além de inúmeros problemas de inteligência e de rádio. Mas só quatro operadores foram perdidos (três membros do B20 e um motoqueiro de uma Coluna Móvel de Combate). Apesar da guerra "oficial" em terra, que começou em 24 de fevereiro, ter durado apenas 100 horas, o SAS operou atrás das linhas iraquianas por mais de 40 dias. Os Land Rovers cobriram um média de 1.500 milhas e as As motocicletas uma média 1.875 milhas. O Gen. Norman Schwarzkopf escreveu uma Carta de Elogio para o 22 SAS, entre as expressões usadas podemos destacar: "... desempenho totalmente excelente... ... a única força qualificada para esta missão crítica era o SAS... ... nas tradições mais altas de serviço militar..."
Força Delta
Designada oficialmente 1st Special Forces Operational Detachment Delta ( 1st SFOD-Delta ) é uma das duas unidades militares americanas dedicadas à luta antiterrorismo. a outra e o SEAL TEAM 6 - ST6. Dividida em quatro Grupos ( A, B, C e D ) de 75 homens cada, possui as mesmas habilidades e funções do SAS britânico. Recebeu a mesma missão que o SAS : localizar, informar e se possível destruir lançadores móveis de SCUDs.
Ao lado : Homens da Força Delta em seus Hummers no interior do Iraque
A Força Delta esteve presente desde o início da Operação Tempestade no Deserto, pois alguns de seus membros serviam como guarda pessoal do Gen. Schwartzkopf desde que este chegou à Arábia Saudita. Suas patrulhas em busca de SCUDs tiveram os mesmos problemas do SAS, embora os americanos tivessem sempre o apoio aéreo imediato, que algumas vezes faltou aos britânicos. Localizaram vários lançadores, forçando os iraquianos a deslocarem-se constantemente para evitar a destruição.
Embora as operações das unidades Delta na guerra do Iraque ainda permaneçam secretas, existem relatos de ex-combatentes que ilustram razoavelmente os problemas que enfrentaram e os êxitos que obtiveram.
No dia 7 de fevereiro, uma patrulha Delta de 20 homens fugia de unidades blindadas iraquianas, quando o Controlador Aéreo que acompanhava o grupo conseguiu contatar uma dupla de F-15, que desceu como um relâmpago sobre os iraquianos, destruindo em segundos todo o grupo blindado, além de outros veículos nas redondezas, incluindo o TEL que havia sido reportado pela patrulha Delta atacada.
Certa vez uma de suas patrulhas de seis homens foi descoberta quando um garoto iraquiano tropeçou um comando, a equipe recusou-se a matar o menino e meteu-se em um combate de sete horas contra cerca de 250 soldados iraquianos, e após abater cerca de 150-250 inimigos, a patrulha foi evacuada por helicópteros no último minuto antes do corpo a corpo derradeiro.
160th Special Operations Aviation Regiment - SOAR
Era o componente aéreo das SOF americanas. Forneceu suporte e apoio de fogo em operações da Força Delta e, em alguns casos, do SAS na caçada aos Scuds. Formada por helicópteros leves de observação OH-6, utilitários tipo MH60 Black Hawks e pesados MH-47 Chinooks, apenas os melhores pilotos são recrutados. Seu treinamento inclui o uso dos mais modernos equipamentos de vôo cego e a baixíssima altitude sobre qualquer terreno. No Iraque acostumaram-se a voar a 30cm do chão, durante a noite, e a uma velocidade de 280 km/h !Suas missões básicas eram infiltração e exfiltração de grupos SOF e busca e resgate de pilotos abatidos. Sofreram várias baixas durante a guerra. No dia 21 de fevereiro, quatro pilotos e três membros de uma unidade Delta morreram quando o MH-60 PAVE Hawk que tripulavam chocou-se com uma duna durante uma operação de infiltração com visibilidade zero.
Controladores Aéreos, treinados para estabelecer contato com patrulhas aéreas, postos de comunicações e de comando aliados eram sempre agregados às patrulhas Delta. Aeronaves AC-130 Gunships também tiveram um papel relevante na Grande Caça aos SCUDs. Pelo menos um AC-130 foi abatido por um SAM 7 Grail.

SBS - Special Boat Service
Menos conhecido do que o SAS, o SBS é outra força de elite a serviço do Reino Unido. Tiveram participação limitada na Guerra do Golfo, e sua missão mais importante foi a localização e destruição de um cabo subterrâneo de fibra ótica, usado pelos iraquianos para comunicação com todas as suas bases militares, e que não havia sido destruído por ataques aéreos. O cabo corria a sudoeste de Bagdá, e uma equipe mista formada por vinte SBS, três Delta e um Controlador Aéreo foi infiltrada na noite de 23 de janeiro. O grupo localizou o cabo, secionou-o em diversas partes, e retirou-se em segurança para sua base em Al Jouf, levando um pedaço como troféu, que foi depois presenteado ao Gen. Schwartzkopf, como uma gentil reprimenda pelo pouco respeito, que este personagem tinha pela capacidade profissional das SOF.
Conclusão
Embora os Grupos SOF não fossem especificamente treinados para operações contra lançadores móveis de mísseis, e ainda que não tenham conseguido destruir todas as plataformas móveis TEL iraquianas, sem dúvida foi sua habilidade em localizar e identificar veículos e locais suspeitos, tornando-os alvos para ataques aéreos e forçando seu constante deslocamento, que não permitiu que Saddam seguisse com sua estratégia de atacar Israel, levando este país a retaliações que certamente teriam destruído a frágil Coalizão aliada. Se Saddan tivesse tido êxito, certamente teria vencido a guerra.
Abaixo alguns dados sobre a Grande Caça aos SCUDs.
18 Janeiro - 7 SCUDs em TelAviv e Haifa. Sete feridos Um lançador TEL destruído por A-10.19 Janeiro - 4 SCUDs cerca de TelAviv. Sem vítimas.20 Janeiro - 2 SCUDs interceptados por mísseis Patriot.21 Janeiro - 6 SCUDs interceptados por mísseis Patriot. Um impacto no mar.22 Janeiro - 7 SCUDs atingem Israel. 96 feridos e 3 mortos. Outros 7 SCUDs interceptados por Patriot.23 Janeiro - 7 SCUDs lançados contra Israel. Todos interceptados por Patriot. 4 SCUDs localizados pela Força Delta. Destruídos por ataque aéreo25 Janeiro - 8 SCUDs lançados contra Israel Arábia Saudita. Um morto e 96 feridos israelenses. Os lançados contra a Arábia Saudita interceptados por Patriot.26 Janeiro - 4 SCUDs lançados. Todos interceptados por Patriot.28 Janeiro - 3 SCUDs e 4 veículos de apoio destruídos por F-15.29 Janeiro - 2 TEL + SCUDs localizados pelo SAS. Destruídos por F-1531 Janeiro - 2 SCUDs destruídos por F-1502 Fevereiro - 1 SCUD localizado pela Força Delta. Destruído por MH-6003 Fevereiro - 2 SCUDs localizados pelo SAS. Destruídos por F-1505 Fevereiro - 2 Tels + SCUDs localizados pelo SAS. Destruídos por F-1510 Fevereiro - 1 SCUD destruído no solo por F-15.11 Fevereiro - 4 SCUDs destruídos por F-15 no Kuwait.14 Fevereiro - 2 SCUDs destruídos por F-1518 Fevereiro - 2 SCUDs localizados pelo SAS. Destruídos por F-1619 Fevereiro - 1 TEL + SCUD localizado pelo SAS. Destruído por F-1523 Fevereiro - 7 SCUDs destruídos no solo por F-15 e A-726 Fevereiro - 24 SCUDs destruídos no solo por A-10 e F/A-18. Neste último dia antes do cessar-fogo, 27 de fevereiro de 1991, cerca de 12 homens operadores americanos ajudaram a destruir 26 mísseis Scud C. Saddam Hussein pretendia lançar de uma só vez todos esses Scuds contra Israel. Seis deles estariam armados com ogivas químicas. O ataque maciço seria destruidor e levaria governo de Yitzhak Shamir à retaliação pesada. Outros países árabes reagiriam rompendo a aliança liderada pelos EUA e multiplicando o conflito. "Foi uma operação crítica. Morreram três líderes dos Boinas Verdes. Um deles, Eloy Olivera Rodriguez Junior, era neto de brasileiros", conta Andrew Andy M., um ex-integrante das Forças Especiais que trabalhou no Brasil, a serviço da Petrobrás.
Os números acima mostram mais de 100 SCUDs destruídos, com relevante participação de unidades SOF. Se todos estes SCUDs tivessem alcançado seus alvos, Israel seria hoje um país devastado, a Coalizão teria se esfacelado, uma nova guerra árabe-israelense teria irrompido, e Saddan Hussein teria triunfado. O fato dos Estados Unidos e Grã-Bretanha terem lançado suas melhores unidades na caça aos SCUDs demonstrou além de qualquer dúvida a importância dada por estes países à segurança da integridade de Israel e o cumprimento da garantia dada, de não seria necessária uma intervenção militar israelense contra o Iraque. Notas1 - A modernização dos SCUDS, teria contado, com a participação de técnicos brasileiros, conforme relatos da imprensa da época. O aumento de peso do SCUD fez que a estrutura não suportasse a aceleração e desintegrasse o corpo do míssil, quando da reentrada na atmosfera. Assim os Patriot nunca conseguiram um impacto direto2- Os decoys usados pelos iraquianos refletiam os espectros, térmico , radárico e magnético. A mesma dificuldade as Forças Aéreas participando da Operação Força Aliada, em Kosovo, teriam nove anos após ( 1999).
FORÇAS ESPECIAIS DE ISRAEL
Forças Especiais de Israel em operação no deserto iraquiano usando trajes militares de origem americana.
Mesmo nunca admitido oficialmente, é certo que várias unidades das forças especiais da Força de Defesa de Israel (IDF), estiveram operando secretamente no Iraque durante a Operação Tempestade no Deserto, em 1991. Em 2 de agosto de 1990, as forças armadas do Iraque invadiram Kuwait e o declararam como uma parte integrante do território iraquiano. Imediatamente os EUA exigiram a saída das forças Logo depois o E.U.A. pediu que as forças iraquianas se retirassem da área, diante da recusa do Iraque foi formada uma coalizão muito frágil com vários países da Europa como também alguns países árabes, e foi dado início uma grande mobilização de tropas e equipamento para a região.
Como na Guerra Árabe-israelense do Yom Kippur em 1973, a inteligência israelense foi pegue de surpresa e sem qualquer fonte de informação que valesse a pena na região. Para fechar esta lacuna vários agentes de campo do Mossad – o Serviço Secreto de Israel para o Exterior - foram inseridos no Iraque e no Kuwait. Ao mesmo tempo os operadores do Sayeret MATKAL (Unidade 767) - a principal unidade das forças especiais da IDF - foram enviados ao Iraque para que obtivessem dados de inteligência mais táticos sobre a movimentação do exército iraquiano. Na ocasião, as chances do Iraque vir a atacar Israel de fato eram mínimas, mas Israel precisava estar bem informada sobre as ações de Saddam Hussein. Em 16 de janeiro de 1991, expirou o último dia do ultimato da ONU para que o Iraque saísse do Kuwait, diante da recusa iraquiana os EUA começaram os ataques aéreos contra alvos iraquianos.
Menos de 24 horas depois o Iraque enviou 8 Scuds, mísseis terra-terra contra Israel, mirando a cidade de Tel-Aviv. Depois do ataque dos Scuds a Força Aérea Israelense (IAF) que já estava em alerta total deu início aos procedimentos para um ataque de vingança de longo alcance. Porém, temeu-se que isto ameaçasse a frágil coalizão frágil montada pelos EUA, o Governo americano pediu a Israel que não tomasse nenhuma medida ofensiva contra o Iraque, e garantiu que os EUA fariam um esforço especial para alcançar e destruir os lançadores móveis de Scuds. Em troca da não-participação oficial israelense na crise, Israel recebeu permissão dos norte-americanos para desdobrar várias unidades de suas forças especiais para agir no setor americano de caça aos Scuds, localizado ao norte da estrada Bagdá-Amã e melhor conhecido como a "Avenida" dos Scuds.
As equipes israelenses desdobradas de maneira inteiramente secreta, sem qualquer contato com outras forças da coalizão e sem qualquer rastro pudesse identifica-las como israelenses. Logo após a permissão norte-americana ter sido concedida diferentes unidades de SF israelenses foram inseridas n área de caça por helicópteros de transporte CH-53 e a operação começou. É interessante notar que os dados de inteligência levantados pelos operadores do Mossad e do Sayeret MATKAL, que tinham sido inseridos no teatro de conflito alguns meses atrás, foram usados como moeda de troca pelos israelenses nas suas negociações com os americanos, e foram uma das razões principais para que os israelenses fossem autorizados a operar na área. As equipes enviadas para o Iraque foram seguintes: - Sayeret Shaldag. - Sayeret Maglan. - Uma equipe de reserva da Unidade 669. - Sayeret MATKAL.

Os israelenses tinham poucas equipes de guerra eletrônica e unidades de comunicação. Todos as equipes foram equipadas com jipes não-israelenses do tipo Land Rover, dotados de rodas experimentais para transpor dunas, e motocicletas suecas Husqvarna especialmente modificadas. Todos os veículos foram pintados com camuflagem para o deserto e não possuíam nenhuma identificação israelense neles. Devido à longa duração da operação e da falta de qualquer apoio aproximado, todo equipamento auxiliar e suprimentos diversos foram embarcados. Os principais elementos ofensivos do grupo das SF israelenses eram as equipes do Sayeret Shaldag e Sayeret Maglan.
Mais da metade dos operadores destas duas unidades participaram da caça aos Scuds, e foram equipados com jipes Land Rover providos com armas anti-tanques (ATGM). Visto que o Sayeret MATKAL tinha se desdobrado para a Área de Operação (AO) bem antes que o resto das unidades, o papel desta unidade na operação estava mais ligado a prover inteligência, é bom frisar que foi com este fim que a unidade foi projetada originalmente.
Fora alguns incidentes inevitáveis, Sayeret MATKAL não dirigiu nenhuma das missões ofensivas, e agiu mais como Patrulha de Reconhecimento de Longo Alcance (LRRP) e “pathfinders” para todas as outras unidades. Uma vez desdobrado para a região, as equipes das SF israelenses começaram a buscar pelos lançadores móveis de Scuds como também por outros objetivos de alto valor. As equipes ficavam escondidas durante o dia para evitar serem descobertas pelos iraquianos como também por forças de coalizões, e iam a caça dos Scuds durante a noite. O dia era usado para planejar, dar manutenção técnica e dormir.
Cada lançador móvel de Scud era composto de três elementos: Um Trator-Eretor-Lançador de Scud (TEL), que era o veículo que transportava o projétil, o colocava em posição vertical e o lançava, um caminhão Zill que levava um destacamento de guardas e um jipe Land Cruiser, que transportava o oficial comandante do destacamento.
Visto que a presença dos tropas israelenses na área era altamente secreta, as equipes estavam impossibilitadas de solicitar ataques aéreos e as operações de infiltração/exfiltração, bem como vôos de provisão eram muito complexas e demoradas. Certa vez um CH-53 israelense que levava operadores para o Iraque quase foi abatido por caças americanos que ignoravam a sua identidade.
A operação no geral não foi muito difícil. Eventualmente, as equipes israelenses do Sayeret Shaldag e do Sayeret Maglan descobriam e destruíam lançadores móveis de Scuds como também os transportes de munição e às vezes algum posto avançado do exército iraquiano. A maioria dos ataques eram feitos através das armas anti-tanque ATGM, mas alguns eram realizados através de ataques diretos e normalmente eram estes que causavam mais feridos. Um incidente sem igual e raro aconteceu em pleno dia. Enquanto uma equipe do Sayeret/Shaldag estava descansando em seu esconderijo dentro de um pequeno riacho seco, um comboio de um lançador móvel de Scuds chegou junto ao riacho para uma parada curta. A equipe não pôde acreditar na sua grande sorte e desde que a sua localização estava bem longe no deserto, o time decidiu ariscar e atacar direito do seu esconderijo em plena luz do dia.
O sucesso foi total. O grupo iraquiano estava composto por cerca de seis guardas e a tripulação de lançador – nada especial para uma unidade altamente treinada e equipada das forças especiais israelenses. Alguns dias antes do Iraque se render as equipes israelenses voltaram para Israel a bordo dos CH-53. A operação toda foi considerada um sucesso. Enquanto a atividade das equipes israelenses era de certa forma bastante simbólica e só aconteceram por um período de poucas semanas, eles foram mais efetivos se compararmos o seu ou ao tamanho e os recursos limitados à sua disposição.
As equipes israelenses também conseguiram juntar a mais valiosa soma de dados de inteligência da campanha de Tempestade de Deserto fora de todas as forças da coalizão na área, dados estes que foram passados depois para os EUA. Diferente das patrulhas americanas e britânicas, nenhuma patrulha israelense ou seus esconderijos foram descobertos pelos iraquianos, e nenhum soldado israelense foi morto durante a operação.

Acima: Os CH-53 de Israel foram usados no apoio as Forças Especiais israelenses na caçada aos Scuds iraquianos
sábado, 2 de junho de 2007
"El Dorado Canyon" Os EUA vizitaram Kadafi

No dia 9 de abril, dois avioes de reconhecimento eletronico Boeing RC-135 escalaram na base de Mildenhall (Gra-Bretanha), a caminho da Base grega de Hellenikon. A esses aparelhos juntaram-se pelo menos dois outros em séries de voos realizadas nos dias que se seguiram. As informaçoes obtidas foram somadas às recolhidas pelos SR-71A, que levantavam voo diariamente de Mildenhall, e às conseguidas por dois Lockheed TR-1A e um U-2R, que saíam de Akrotiri, Chipre, em missoes táticas de reconhecimento a distância. Também apareceram nas bases inglesas de Fairford e Mildenhall, 25 avioes-tanque KC-10A, umas bases mais acostumadas aos KC-135 que já serviam lá.
Acima: Um dos KC-10A que decolaram de Fairford e Mildenhall.
Acima: Um dos U-2R, que saíam de Akrotiri, Chipre.
Os F-111F ( Ao lado) estavam divididos em grupos de 4 e, sobre os campos de East Anglia, juntaram-se a seis dos Extender e dirigiram-se para o sudoeste, para o 1º ponto de reabastecimento, ao lado de Land´s End. Em Fairford, o lançamento de um único KC-10A às 18h12min foi seguido pelo de 3 outras aeronaves do mesmo tipo e dois KC-135A na meia hora seguinte. Entre 19h34min e 20h55min, très outros Extender levantaram vôo. Os Extender de Fairford eram para apoiar a 5 EF-111A Raven que sairam de Upper Heyford, enquanto os dois Stratotanker destinavam-se a reabastecimento aereo de parte dos Extender durante o seu retorno, mais tarde. Seis F-111F e dois EF-111A atuavam como reservas; entre 20h30min e 21h30min todos esses F-111F retornaram a Lakenheath, e um dos EF-111A voltou para Upper Heyford. O segundo EF-111A de reserva proseguiu até a área do alvo.


Acima: Os KC-135 Stratotanker foram responsáveis pelo reabastecimento dos F-111F e EF-111 Raven
A proibição, pelos respectivos governos, de sobrevoar território Espanhol e Francês obrigou o grupo principal a fazer uma volta, contornando a Península Ibérica, antes de dobrar para leste e entrar no

As forças da Nayv.
Acima: Aviões a bordo do USS America
Jumahiriya, em Bengázi, além do aeroporto de cidade. A força naval usaria os Grumman A-6E Intruder, F/A-18A Hornet, Vought A-7E Corsair II (Ao lado), Grumman EA-6B Prowler (Abaixo), Grumman E-2C Hawkeye, Grumman KA-6D (reabastecimento aéreo) e F-14A Tomcat para dar cobertura aérea.Os ataques coordenados às duas cidades líbias começaram às 23h54min, quando os A-7E e F/A-18A da
Marinha lançaram seus primeiros misseis anti-radiaçao contra as bases de SAM e estaçoes de radar que defendiam Bengázi. Ao mesmo tempo, os três EF-111A começaram a interferir nas frequências de defeza das vizinhanças de Trípoli. Minutos depois, dezoito F-111F completamente armados cruzaram a linha da costa líbia a cerca de 60m de altitude. Trípoli estava completamente iluminada e os pilotos podiam ver claramente automoveis rodando pelas ruas. Os pilotos de F-111F executaram uma manobra planejada e dividiram-se em três células de seis avioes. Duas delas viraram abruptamente para a esquerda e dirigiram-se a base naval de Sidi Bilal e para o quartel de Azízia, onde Kadafi morava. A terceira célula continuou rumo sul antes de encaminhar-se para o aeroporto militar de Trípoli.Havia chegado a hora de o equipamento designador a laser "Pave Tack" (Ao lado) dos F-111F fazer a sua parte, mas começaram também a aparecer os resultados negativos das restriçoes impostas por Washington. Rumando para os alvos selecionados, os dois primeiros
grupos de avioes rapidamente ascenderam a 150m para possibilitar a aquisiçao do alvo. Os organizadores da missao deram prioridade a precissao do ataque e evitar os "efeitos colaterais", o alvo tinham que ser duplamente fixados, pelo radar e pelo visor infravermelho, antes que as bombas fossem lançadas,; qualquer falha dos sistemas deveria ser seguida de suspensao imediata do ataque. Por esse motivo, cinco F-111F foram impedidos de atacar. Quatro deles faziam parte do grupo de doze avioes que deveria atacar o quartel e a base naval. Os oito avioes restantes efetuaram ataques únicos a baixa altitude, lançando sua carga mortal de 4 bombas guiadas a laser de 907kg cada antes de evadir para o norte a 835km/h e a 75 m de altitude, em direçao ao ponto de encontro combinado com o outro grupo de F-111F, sobre o mediterrâneo.A força de F-111F sofreu a perda de uma aeronave e a sua tripulaçao. Os líbios estavam usando canhoes ZSU-23-4 e SAM SA-2,3 e 5, fornecidos pelos sovieticos. Os norte-americanos afirmaram que algumas das baixas líbias no ataque foram causadas pela queda dos seus próprios SAM sobre áreas civis, após a queima do seu combustivel. Enquanto os oito avioes fugiam sobre a linha da costa, um deles desapareceu. As circunstâncias exatas da perda ainda estao um pouco confusas. Acreditou-se inicialmente que o aviao havia sido atingido durante a aproximaçao do alvo, forçando o piloto a entrar em curva de 70º. A força centrífuga teria arrancado as bombas guiadas a laser de 907kg de seus cabides, fazendo-as cair sobre quarteiroes residênciais civis e a embaixada da França. Essa informaçao foi negada pelo Pentágono, que salientou nao ter sido transmitida mensagem de emergência pela tripulaçao enquanto o aviao ia para o mar. Ademais , se o aviao estivesse seriamente danificado, é pouco provavel que conseguisse voar 30km antes de desaparecer. Outros três pilotos norte-americanos relatam ter visto o clarao de uma grande explosao quando passaram a sobrevoar o mar. Acredita-se que o aviao tenha caido no mar em alta velocidade, provavelmente em decorência de desorientaçao do piloto ou de falha dos sistemas de bordo. Uma longa busca foi conduzida nas primeiras horas da manha seguinte, mas nao foi encontrado nenhum sinal.
Para a célula restante de F-111F, o alvo era o aeroporto militar de Trípoli. Os avioes estavam armados com bombas retardadas de alto arrastro Mk-82 de 227kg, que foram lançadas a 60m de altitude. A imagem das camaras de ataque mostram nitidamente a destruiçao de dois cargueiros Ulyushin Il-76 (Abaixo).
Devolta ao ninhoA força de F-111F dirigiu-se para o 1º ponto de reabastecimento de etapa de retorno, onde encontrou-se com os KC-10A que haviam ficado bem distantes. Um aviao teve problemas de superaquecimento de motores, e foi forçado a desviar para a base de Rota, na Espanha, durante o longo vôo de volta à Gra-Bretanha. O 1º aviao de combate a pousou em Lakenheath, às 06h30min de 15 de abril. Por volta das 10h, todas as aeronaves já estavam em casa.
A fase posterior ao ataque exigia tantas missoes de reconhecimento sobre alvos quanto possivel, para que todos os fatos ocorridos fossem registrados. Assim, três KC-135Q e dois KC-10A foram lançados entre 01h30min e 03h20min para proporcionar reabastecimento para a 1ª missao de reconhecimento a grande altitude depois do ataque, efetuada por um dos SR-71A baseados em Mildenhall, lançado às 04h. Às 05h15min, decolou o segundo SR-71A, marcando a 1ª missao simultanea de reconhecimento efetuada pelos Blackbird de Mildenhall. Seus esforços, no entanto, foram frustrados por uma densa camada de nuvens que os obrigou a pousar às 09h48min. Vôos duplos semelhantes foram realizados nos dias 16 e 17 de abril.As informaçoes obtidas pelos SR-71A, juntamente com as de outras plataformas de reconhecimento como os RC-135W de Hellenikon, confirmaram que os cinco alvos visados haviam sido atingidos, e que danos consideraveis haviam sido provocados, a missao foi vista como bem-sucedida.
A reaçao líbia foi um ataque de mísseis contra uma base norte-americana na ilha italiana de Lampedusa, em 16 de abril. A base havia propocionado um sinal eletronico para alinhar os F-111F em sua aproximaçao a Trípoli, mas o ataque retaliatório não obteve sucesso.

Acima: Após o conflito a Líbia voltou a interceptar caças da US NAVY sobre o Mediterrâneo. Na foto um F/A-18A intercepta um MIG-23 libio.
Acima: Um F/A-18A escolta um Sukhoi Su-22 "Fitter-J" .
domingo, 27 de maio de 2007
Operação "Prairie Fire" Os EUA no Golfo de Sidra
Dentro do periodo posterior ao Vietnam, os conflitos de baixa intensidade tiveram um papel relevante no equilibrio de poderes entre a Uniao Soviética e os EUA. Houve personagens que ganharam notoriedade internacional nesse periodo, um deles sobresaiu mais que os outros e esse foi o polemico "Coronel" Kadafi. A relaçao entre Kadafi e os EUA teve muitos altos e baixos e, sem entrar em muitos detalhes dos acontecimentos previos, este é o relato dos fatos acontecidos no Golfo de Sidra que levaram ao famoso confronto "Toncat X Fitter"A VI Frota...
Depois de muitos atritos entre a Libia e os EUA, este último intensificou a sua ajuda militar aos paises hostis à Libia, como o Sudao e o Egito e com a realizaçao de manobras da VI Frota em regioes do Mediterraneo consideradas pela Líbia como suas águas territoriais.Kadafi anunciara que o limite de suas águas havia sido aumentado para 480 km, e os EUA alegaram que essa reivindicaçao era contraria à legislaçao internacional e inaceitavel, uma vez que restringia o espaço de manobra da VI Frota no Mediterraneo. Numa demosntraçao de força, em agosto de 1981 o porta-avioes nuclear Nimitz, Nao-Capitania da Frota naval americana, com seus vasos de apoio, juntou-se ao Forrestal para exercícios que culminariam com disparos de mísseis com muniçao real numa área de testes que abrangia parte do Golfo de Sidra.
Acima: porta-avioes nuclear UUS Nimitz CVN-68 Capitania da Frota naval americana.Afinal, o conflito
Em 18 de agosto de 1981, os dois grupos de belonaves dirigiram-se para um ponto cerca de 100km da Líbia (e talvez da Uniao Soviética), a marinha americana estabeleceu 7 estaçoes CAP (patrulha aérea de combate) para os caças de defesa da frota dos dois porta-avioes. Norte e leste eram patrulhados, respectivamente, por avioes Grumman F-14 A Tomcat do Nimitz e McDonell Douglas F-4S Phantom II do Forrestal; efetivamente, as primeiras seçoes líbias, decolando de pistas no litoral naquela manha, tomaram rumo norte.

Acima: F-14 preparado para ser catapultado a bordo do USS Nimitz.
Acima: Dassault-Breguet Mirage F-1 da Líbia
Os Tomcats e Phantom II sumariamente interceptaram essas seçoes, que, invariavelmente consistiam de uma dupla de caças, quer um ods vários modelos de Mig, quer Dassault-Breguet Mirage F-1. Naquele dia, cerca de 35 seçoes foram interceptadas, muitas vezes com manobras próprias de combates, mas sem que fossem feitos disparos.
Acima: Um elemento de F-4S Phantom II realizando uma CAP (patrulha aérea de combate).O choque.
Na madrugada do dia 19, dois F-14 A do VF-41 decolaram do Nimitz para outra missao de rotina. Dirigiram-se para a estaçao de CAP nº4 e puseram-se na costumeira orbita de pista de corrida. Com o nível de combustível baixando, os tripulantes começaram a pensar en reabastecimento. De repente, na volta sul da orbita, o tenente Dave Venlet, RIO do Tomcat pilotado pelo comandante Hank Kleeman, detectou uma seçao no radar. Os dois avioes líbios iam diretamente para a posiçao dos Tomcats, à mesma altitude 6.095m. Os dois avioes americanos imediatamente adotaram uma formaçao ofensiva de combate, distanciando-se um do outro: Kleeman ficou na frente , como observador, enquanto seu ala ( o tenente Larry Mucznski como piloto e o tenente Jim Anderson como RIO) funcionava como artilheiro.
Acima: Um F-14A realizando uma CAP.
O Su-22 da frente iniciou uma subida pela esquerda, enquanto o ala começou uma curva horizontal de 180º, Mucznski estava mergulhando, mas conseguiu "colar" atrás do lider líbio que subia. Kleeman tratou de posicionar-se a 40º da cauda do ala líbio, ficando a uns 1.200m de distância. Enquanto o Su-22 cruzava o Sol, Kleeman lançou um AIM-9L Sidewinder. O Missil acertou a cauda do aviao líbio e explodiu; pedaços de celula voaram, e o aviao perdeu o controle. O piloto conseguiu ejetar e descer de pára-quedas em segurança.O outro Sukhoi nao teve melhor sorte. Mucznski seguiu-o enquanto subia e ficou na posiçao de 6 horas em relaçao a ele, a 800m de distância. O piloto americano disparou o seu AIM-9L Sidewinder. Numa fraçao de segundo, a metade do Su-22 tornou-se uma grande bola de fogo. Mucznski ascendeu abruptamente, numa manobra de 6g, para evitar que o seu aviao fosse atingido por destroços do outro; voando invertido, ele viu os restos em chamas do Su-22 caindo. O piloto ejetou, mas o pára-quedas nao abriu.
Confronto no Golfo de Sidra - 2ª parte
Depois de 1981, a Libia se envolveu em todo o tipo de atividades terroristas, em novembro agentes libios participaram do atentado em Paris contra o diplomata norte-americano Chistian Chapman, no começo de 1982 o presidente Reagan decretou boicote ao petróleo líbio. Em 1985 o Kadafi classificou de "operaçoes heróicas" os ataques de dezembro ao balcao da "El Al" em Roma e em Viena que resultou na morte de 15 pessoas (alguns norte-americanos). Os Passaports de pelo menos 4 terroristas mortos nas operaçoes eram tunesinos, mas haviam sido confiscados pelas autoridades libias de trabalhadores temporarios vindos da Tunisia e entregues a militantes palestinos.No final de janeiro de 1986, Kadafi declarou o estabelecimento da "linha da morte", indo de um ponto logo ao sul de Tripoli até Bengázi, fechando dessa forma o Golfo de Sidra. Segundo ele, avioes e navios norte-americanos que se aventurassem ao sul dessa linha seriam destruidos. Os EUA acharam que, segundo as leis maritimas internacionais, tinham direito de cruzar a linha e de disparar contra qualquer ameaça à liberdade de navegaçao.
Operaçao "Prairie Fire"
Já em fevereiro de 1986, começou a ser posta em movimento a operaçao "Prairie Fire". A intençao era provocar uma reaçao por parte da Líbia e entao retaliar. Nem um, nem dois, senao três poderosos grupos navais de combate, capitaneados por porta-avioes cruzariam a "linha da morte", oficialmente em manobras de rotina. A pressao começou a ser aplicada com 32 dias consecutivos de incursoes nao anunciadas no espaço aereo além da linha, mantendo as defesas líbias sempre ocupadas. Em 14 de março, a operaçao "Prairie Fire" foi totalmente liberada, e os três porta-avioes, 27 vasos de apoio e mais de duzentos avioes logo estavam ao largo do litoral líbio (isso é a resposta à aqueles que acreditam que os americanos são uns retardados mentais por manterem uma frota tao grande de porta-avioes ou à aqueles que questionam a necessidade do NA São- Paulo A-12).A Líbia nao era um pais ingenuo, tinha pelo menos 160 Mig-23 "Flogger", 60 Mig-25 "Foxbat" e 100 SU-22 "Fitter" para atacar a Navy.
Acima: Participaram os aviões de três porta-aviões entre eles o USS America, acima.Kadafi libera a sua ira e a maquinária de guerra libia responde; ás 7h52min do dia 24 de março, 2 mísseis "Gammon" SA-5 foram disparados contra caças americanos, ambos erraram o alvo. A situaçao se complicou quando por fim, decolaram os avioes mais poderosos das forças líbias, os Mig-25 "Foxbat" (A baixo ) armados até os dentes com 4 AA-6 "Acrid" e com um objetivo tao próximo seria perfeito para as suas caracteristicas de combate.

Os Mig-25 viraram ao norte, diretamente ao encontro das CAP americanas, o trabalho seria mais fácil se encontrassem uma dupla de F-4, os pilotos tinham conhecimento das tentativas por parte de Israel de interceptar os "Foxbat" sempre sem resultado. Um combate ideal seria a grande altura e velocidade, mas as patrulhas americanas estavam a um nivel mais baixo (6.095m), e nao eram F-4, senao F-14 Tomcat. Os F-14 com seu poderoso radar nao teve problemas em encontrar um aviao de quase 30 toneladas voando alto e rápido, os pilotos americanos rapidamente apontaram em direçao aos Migs com os pós combustores ao máximo, tentaram diminuir a distância o mais rápido possivel, mas sem subir.Os pilotos americanos aprenderam dos pilotos israelis as tecnicas de combate contra um Mig-25, já que Israel tinha encarado alguns Mig-25R aos quais conseguiu finalmente dar caça com os novos F-15.
Resposta americana.
No decorrer do dia, novos mísseis SA-5 e também SA-2 "Guideline" foram lançados do litoral, mas nenhum acertou.Às 14h26min os EUA começaram a castigar os líbios duramente. Dois Grumman A-6E Intruder, (A baixo ) armados com misseis antinavio AGM-84A Harpoon e bombas de fragmentaçao Rockeye, atacaram e destruiram uma embarcaçao de ataque rápido "Combattante IIG" que portava 4 mísseis Otomat.

O Pentagono afirmou oficialmente que "pelo menos 6, mas não mais de 12" mísseis líbios tinham sido disparados contra avioes norte-americanos. Quatro embarcaçoes líbias haviam sido destruidas ou danificadas e pelo menos duas bases de SAM em terra haviam sido destruidas.Em 5 de abril, uma bomba deixada por um terrorista palestino explodiu em uma discoteca de Berlim ocidental, matando 2 pessoas e ferindo 230, muitas delas militares norte-americanos.
ÓPERA - IRAQUE - 1981
Os israelenses já haviam tentado de tudo para evitar que o Iraque construísse uma bomba atômica. Primeiro fizeram pressão diplomática para que a França desistisse da idéia de vender um reator e urânio enriquecido a Bagdá. Em seguida tentaram obter ajuda americana para convencer os franceses a suspender as exportações. Quando todas as tentativas diplomáticas falharam, seus agentes secretos trataram, em abril de 1979, de explodir o reator francês, encaixotado e pronto para ser embarcado para Bagdá. Apesar de perder cerca de 11 milhões de dólares e três anos de produção no atentado, o Iraque não desistiu. Cerca de um ano depois da explosão, pessoas ligadas ao programa nuclear franco-iraquiano foram mortas misteriosamente. No verão de 1980, Yahia-al-Mehad, um egípcio responsável pelo programa nuclear iraquiano, foi encontrado morto a pauladas em seu quarto de hotel parisiense. Um mês mais tarde, uma série de explosões fez tremer a sede da empresa italiana SNIA Techint, justamente a que estava envolvida com o programa nuclear iraquiano. E, no mesmo dia, uma tentativa de assassinar técnicos franceses falhou.Apesar de nunca ter sido provado que o serviço secreto israelense havia sido responsável por todos aqueles atentados, a lógica apontava naquela direção. No entanto, o Governo iraquiano não se rendia aos reveses e a cada tropeço causado pelo Mossad, levantava-se e continuava trabalhando com determinação para conseguir sua usina atômica.No final da década de 70, a cerca de 15 quilômetros a oeste de Bagdá, no fértil vale entre os rios Tigre e Eufrates, começava a se erguer a usina de Osirak. Em novembro de 1979, os israelenses começaram a considerar a opção aérea como um meio eficaz de destruir os planos atômicos iraquianos. No entanto, os cerca de l .000 quilômetros separando seu pequeno país de Bagdá pareciam fazer do reator de Osirak um alvo longínquo demais. Além da distância, outros fatores faziam com que o empreendimento parecesse arriscado demais até mesmo para uma força aérea que detinha uma vasta coleção de "missões impossíveis".Tecnicamente,, o Iraque estava em estado de guerra com Israel desde 1948, o que eliminava do ataque qualquer espécie de entrave diplomático. Com um exército de grande porte e uma força aérea que se aproximava dos 600 aviões de combate, muitos de última geração, o Iraque só não possuía a arma decisiva, que por sua vez, acredita-se já fazia parte do arsenal israelense, a bomba atômica. Com tal armamento na mão, os iraquianos poderiam, na melhor das hipóteses, enfrentar o inimigo sem se preocuparem com a ameaça nuclear. Na pior delas, poderiam utilizar a bomba atômica para atacar alvos urbanos, varrendo o país do mapa. Afinal, Israel, de norte a sul e de leste a oeste, é menor do que Sergipe, o menor estado brasileiro. Um único ataque nuclear teria a capacidade de destruir todas as bases aéreas do país! No entanto, um ataque aéreo contra um alvo nuclear resultaria sem dúvida alguma numa inundação atômica da cidade de Bagdá, capaz de matar centenas de milhares de pessoas. Se os israelenses realmente quisessem destruir o reator de Osirak, teriam pouco tempo para fazê-lo, uma vez que logo os iraquianos iniciariam as operações. No verão de 1980, o serviço secreto israelense informou ao governo que a usina de Osirak entraria em operação entre julho e setembro do ano seguinte. O Governo israelense sabia que teria que agir logo e marcou o ataque para novembro. Em setembro, o Iraque cancelou os acordos que assinara com o Ira delineando a fronteira entre os dois países no estuário de Shatt-al-Arab, e iniciou-se a Guerra Irã-Iraque. No dia 30, dois caça-bombardeiros McDonnell Douglas F-4E Phantom da Força Aérea Iraniana atacaram a usina de Osirak com bombas, foguetes e tiros de canhão. As bombas caíram, porém, em edifícios próximos e os estragos foram mínimos. O reide iraniano só serviria para aumentar a capacidade de defesa antiaérea iraquiana em volta da usina e a melhoria nas defesas concretas do complexo, que incluíam paredes e muros mais grossos, além de grandes barreiras de areia. Com a escalada da guerra, os esforços iraquianos na usina deveriam sofrer atrasos, e uma vez confirmada essa informação por sua inteligência, os israelenses suspenderam a data do ataque. Mas a força aérea não cessou os treinamentos. Quando a guerra se estabilizou, em fevereiro de 1981, os técnicos franceses e italianos que haviam sido retirados às pressas da zona de conflito retomaram para retomar o trabalho na usina. Por mais três vezes, o Governo de Israel marcou e postergou o ataque. Finalmente foi marcada a data de 10 de maio, mas após fortes pressões para aguardar o resultado das eleições francesas que poderiam eleger François Mitterrand - veementemente contrário ao programa nuclear iraquiano - no lugar do então presidente, Valery Giscard D'Estaing, e já com os seus aviões de motores ligados na cabeceira, chegaram ordens para um novo cancelamento da missão. Mitterand venceu as eleições e a França não tardou a declarar que não exportaria mais tecnologia nuclear como fizera para Bagdá, mas que os acordos firmados anteriormente seriam honrados. A notícia não era o que o Governo israelense esperava, e a decisão de agir de uma vez por todas foi finalmente tomada. Todas as outras alternativas haviam falhado. O ataque seria no domingo, 7 de junho.O Plano
A Força Aérea Israelense trabalha com um programa contínuo de contingências. O ataque ao reator iraquiano de Osirak começou a ser analisado muito antes de se esgotarem as tentativas diplomáticas de cancelar o programa. A primeira e óbvia pergunta era qual das aeronaves da frota seria utilizada?
Acima: McDonnell Douglas F-4E Phantom israelense.
Acima: McDonnell Douglas A-4 Skyhawk israelense.
O McDonnell Douglas F-15 Eagle estava incorporado à Força Aérea Israelense havia quatro anos, e apesar de ter sido desenhado como um caça de superioridade aérea, tinha plena capacidade de realizar missões de ataque ao solo. O avião possui um radar pulse doppler com capacidade look-down, shoot-down, podendo voar a sete metros do chão sem sofrer a interferência do solo, tanto em seu radar como no sistema de navegação a baixa altura. Sua suíte de armamentos era na época a melhor do mundo. Além disso, o F-15 possui dois motores (que, por não serem considerados totalmente confiáveis pêlos israelenses, foram por estes mais tarde modificados). Havia muita dúvida dentro da Força Aérea Israelense quanto à capacidade de o Eagle ir a Bagdá e voltar. O Eagle comporta tanques adicionais na posição ventral debaixo da fuselagem ou em dois tanques subalares. Além disso, a aeronave pode ser adaptada com tanques especiais que são afixados ao exterior das naceles dos motores. Especialmente desenhados, esses tanques não aumentam o arrasto nem afetam a agilidade do avião, que tem o seu alcance virtualmente redobrado. No entanto, os F-15 israelenses foram entregues sem esses tanques. Não interessava ao Governo americano que os Eagles de Israel saíssem voando à vontade pelo Oriente Médio. Os israelenses acabariam por fabricar seus próprios tanques, mas naquele momento o alcance do avião estava comprometido. A escolha acabou sendo feita por exclusão. Com todas as outras aeronaves apresentando algum tipo de problema que dificultava sua ida ao Iraque, o ataque seria de responsabilidade dos F-16 chegados há pouco dos Estados Unidos. O Falcon era pequeno, ágil e difícil de localizar. De extrema precisão no ataque ao solo, era a única aeronave capaz de carregar as bombas MK 84 até o alvo e retomar para casa sem precisar de reabastecimento.

Sinal Verde
Em 2 de julho de 1980, chegaram a Israel os primeiros quatro F-16 Fighting Falcon trazidos por pilotos americanos. Em novembro, dezoito caças F-16A/B já haviam chegado e o primeiro esquadrão foi ativado. Logo o segundo esquadrão começava a ser ativado, recebendo como núcleo os quatro pilotos restantes dos oito enviados aos Estados Unidos para receber treinamento de conversão para o tipo. Mal chegaram a Israel, esses pilotos iniciaram treinamento de ataque contra alvos no solo, localizados a grandes distâncias na península do Sinai. O F-16, a despeito de suas excepcionais características, apresentava algumas desvantagens. Em primeiro lugar, por ser uma aeronave nova na Força Aérea Israelense, seu envelope de vôo e perfil de missão não haviam sido completamente analisados. Isso ocorria não apenas na Força Aérea Israelense, mas em todo o mundo, uma vez que o F-16 ainda não tinha sido utilizado exaustivamente para que se soubesse a fundo suas reais capacidades. Em combate, por exemplo, ele nunca havia sido provado. Ao contrário do Phantom e do Eagle, o F-16 tinha apenas um motor, o que poderia reduzir sua capacidade de sobrevivência sobre o território inimigo. Apesar de os treinamentos de ataque a alvos longínquos serem tocados em ritmo acelerado, apenas os comandantes dos dois esquadrões sabiam o verdadeiro objetivo dos exercícios. A missão estava sendo mantida em segredo absoluto. Juntamente com os F-16, participariam da missão caças F-15, que cuidariam da defesa do pacote de ataque contra os interceptadores inimigos, além de eliminar a defesa eletrônica iraquiana com seus sistemas interferi dores. Comenta-se que, de alguma maneira, os israelenses conseguiram com os americanos imagens de satélite da área do reator, e no dia 23 de agosto ocorreu o primeiro ataque simulado com o perfil da missão final. Dois meses e uma semana depois, com os pilotos já bastante adestrados, foi dado o sinal verde! Quase que imediatamente, começaram-se a desenhar os parâmetros da missão.
A distância parecia ser o maior problema, uma vez que as missões usuais dos pilotos israelenses raramente superavam uma hora de vôo. Assim que suas boquilhas deixam o chão, eles já acionam o armamento, pois em menos de dois minutos podem estar em combate com MiGs. Damasco está a apenas 68 milhas de Ramat David, uma das principais bases israelenses. No entanto, sem entender por que, os pilotos continuavam sendo adestrados para voarem longos períodos a baixa altura. Inicialmente, cogitou-se o uso de bombas inteligentes, as Rockwell GBU-15 que utilizam aletas estabilizadoras movidas por controle remoto e carregam uma pequena câmera de televisão no nariz. Uma vez lançada, ela é guiada pelo data-link até o alvo, o operador de armamento vendo da cabine traseira do caça-bombardeiro as imagens transmitidas desde o nariz da bomba. Com esse armamento, o avião não precisa ingressar na zona mais "quente" da defesa antiaérea, podendo lançar a bomba a distância. No entanto, a importância da missão fez com que os estrategistas israelenses optassem por bombas convencionais - ou "burras" -MK 84 de 2.000 libras (910 kg), uma vez que a experiência de seus pilotos e a confiabilidade desse armamento lhes pareciam mais convenientes. Afinal de contas, o F-16 era um avião inteligente. As bombas foram preparadas pêlos mecânicos minuciosamente. Qualquer mossa, rachadura, dobra ou imperfeição nas aletas poderia alterar o fluxo de ar durante sua traje-tória, causando um erro de até 10 (3,3m) ou 15 pés (5m). Além da confiabilidade, as MK 84 possuíam grande poder de destruição e poderiam ter suas espoletas ajustadas para uma ação instantânea ou retardada. Foram as bombas que finalmente definiram qual aeronave seria utilizada. Uma vez escolhido o armamento, era preciso decidir qual o ângulo de mergulho que produziria os melhores efeitos. Uma entrada rasante era a ideal, pois garantiria às aeronaves o melhor aproveitamento do fator surpresa. No entanto, o formato da cúpula do reator descartava essa hipótese, uma vez que as bombas certamente ricocheteariam de suas bordas arredondadas explodindo inofensivamente do lado de fora da usina. Ângulos de 10°, 20°, 30° e 40° foram analisados, mas todos colocavam os aviões perigosamente dentro dos melhores envelopes dos mísseis e dos canhões antiaéreos iraquianos. Outra preocupação era o notável poder de destruição das bombas, que poderiam lançar estilhaços a centenas de metros de altura, colocando em risco as aeronaves subseqüentes. Após muita discussão, cálculos e testes, chegou-se à conclusão de que a missão tinha por objetivo primário a destruição do reator de Osirak.
A segurança dos pilotos era o objetivo secundário. As bombas seriam lançadas de entre 30° e 45°. A fim de garantir que os aviões que viessem atrás lançassem suas bombas com total segurança, todas as espoletas seriam armadas para que só explodissem após a passagem do último avião. E, a fim de aumentar o efeito, explodiriam todas ao mesmo tempo. Essa medida também evitaria que, logo após as primeiras bombas, irrompesse uma gigantesca coluna de fumaça que certamente iria atrapalhar a pontaria dos aviões que viriam a seguir. O alvo "limpo" também possibilitaria que os aviões filmassem o ataque com suas câmeras, o que daria aos analistas da inteligência israelense excelente testemunho do resultado da missão. Nesse meio tempo, continuavam os treinamentos no deserto, os pilotos lançando bombas BDU 33 de 33 libras (15 kg) e realizando algumas passagens com as MK 84. Os F-16 israelenses tinham um peso máximo de decolagem de 35.400 libras (16.090 kg). Com o complemento da missão que previa as duas MK 84, chaff, fiares, mísseis Sidewinder, dois tanques subalares de 370 galões cada, além do combustível interno e o tanque ventral de 300 galões, teriam que decolar com 37.947 libras (17.248 kg) de peso, mais de 2.500 (l. 100 kg) além do peso máximo de decolagem. As aeronaves normalmente precisavam de l .800 pés (600 m) de pista para decolar. Partiriam para o Iraque usando 5.200 pés (l .730m) da pista de Etzion, caso, é claro, conseguissem tirar as rodas do chão. De acordo com os planejadores da missão, as aeronaves utilizariam muito combustível na ida voando baixo e carregados. No entanto, economizariam querosene na volta, quando viriam sem as bombas e sem os tanques, além de voarem numa altitude bem mais elevada. Pêlos cálculos, a missão era possível, mas isso sem contar com os MiGs! Oito bombas seriam necessárias para destruir o reator com toda a certeza. Mas a missão era por demais importante para Israel. Seriam utilizados oito F-16 escoltados por seis F-15. Assim se dobrariam as chances de sucesso da missão. A data do ataque foi marcada para um domingo por motivos especiais. Os israelenses não desejavam deixar sob os escombros dezenas de trabalhadores franceses e italianos, apanhados de surpresa pelas bombas. Assim, escolheram o último dia da semana quando os técnicos ocidentais certamente estariam em casa descansando. O ataque seria realizado no final de tarde, a poucos minutos do pôr-do-sol. Isso não apenas garantiria aos atacantes o sol pelas costas durante a operação, como ajudaria na egressão, já que estariam cobertos pelo manto da noite. Na verdade, os técnicos europeus haviam resolvido adotar os costumes locais, que consideravam a sexta-feira o dia de descanso. Domingo era dia de trabalho normal. Acabou sendo a hora do ataque e não o dia da semana escolhido que evitou maiores baixas. Na sexta-feira, 5 de junho, os caças decolaram para a Base Aérea de Etzion. Foram lançados em pares durante todo o dia. Para qualquer observador não informado, as aeronaves estavam partindo para mais um vôo rotineiro. Uma vez em Etzion, os mecânicos apagaram todas as insígnias nacionais e bolachas de esquadrão que pudessem identificar as aeronaves caso fossem abatidas. Tudo estava pronto para o grande dia.O Briefing
Acima: CH-53 israelense.Uma vez acionados os sinais de emergência, os pilotos no solo deveriam acender seus sinalizadores, somente ao ouvirem os helicópteros SAR. Os CH-53 decolariam uma hora antes da força de ataque, o que os colocaria a meio caminho de Bagdá no exato momento em que os F-16 estivessem soltando suas bombas. Os helicópteros seriam abastecidos por aeronaves KC-130 Hércules e só se aproximariam 25 milhas de Bagdá devido ao perigo da defesa antiaérea sobre a capital. Em seguida foram brifadas as comunicações, e a ordem era silêncio eletrônico absoluto. Todos os equipamentos deveriam permanecer em stand-hy, rádio e radar. O DME do TACAN, o IFF - nenhum sinal poderia ser emitido para não trair a posição da força de ataque. Somente o líder da formação chamaria os pontos de passagem. A 38° de longitude, ele entraria na freqüência com uma única palavra, "Charlie"', aos 40°,era "Zebra"', aos 42°, "Duna Amarela" e, finalmente chamaria quando passassem sobre a ilha no lago Bahr ai Milh. Essa medida permitiria que, de Israel, os comandantes mantivessem controle sobre o desenrolar da missão. Receberiam os sinais de voz direto dos caças, através do F-15, que orbitando sobre a Arábia Saudita, serviria de "estação retransmissora" dos sinais rádio. Toda e qualquer comunicação necessária seria feita em inglês, o que deveria fazer com que os controladores árabes confundissem os chamados com aeronaves comerciais de linha. A formatura seria em dois grupos distintos, voando cada aeronave com um espaçamento lateral de 2.000 pés (660m). O segundo grupo voaria atrás do primeiro separado por 12.000 pés (4.000m). Os F-15 voariam cobrindo os flancos e a retaguarda da formação. Assim que as aeronaves passassem sobre a ilha no meio do lago Bahr ai Milh, o ponto de passagem 4, a segunda esquadrilha dobraria o espaçamento para evitar que voassem muito próximas uma da outra na hora do ataque. Os F-15 deixariam a formação para assumir suas patrulhas aéreas de combate próximas aos principais aeródromos inimigos. O briefing continuava em ritmo rápido, nenhum detalhe deixado ao acaso. Os primeiros tanques a serem utilizados seriam os subalares, que de acordo com os cálculos dos engenheiros responsáveis pelo planejamento da missão, dariam para os primeiros 55 minutos de vôo. Uma vez vazios, os tanques deveriam ser alijados, algo nunca antes experimentado em um F-16 carregando bombas de 2.000 libras. Nos F-4 Phantom, os tanques subalares às vezes corriam por sobre as asas quando alijados, mas esperava-se que a separação ocorresse sem transtornos. As aeronaves voariam abaixo de 100 pés (33m). Naquela altura, somente os aparelhos de radar localizados a 12 milhas de distância seriam capazes de distinguir os aparelhos do solo. Voando àquela altura. os aviões ficariam escondidos nos escopos do radar pela área de retorno-solo que aparecia na tela como flocos de neve caindo. O horário previsto para irromperem sobre o alvo com o sol pelas costas seria entre cinco e dez minutos antes do escurecer. O marco geográfico que utilizariam para se alinhar com o alvo e iniciar o ataque seria a ilha localizada no centro do lago de Bahr ai Milh. Se tudo corresse bem, os Falcon soltariam suas bombas 100 minutos após a decolagem.Uma vez largadas as bombas, os pilotos foram instruídos para puxar Gs imediatamente, deixando para trás o vôo nivelado e iniciando as manobras evasivas. A passagem final sobre o alvo seria feita de sul para norte, com a evasiva para oeste a fim de se distanciarem o mais rápido da zona de perigo. A curva evasiva após o lançamento deveria ser feita com no mínimo 4G de modo a escapar de qualquer míssil inimigo lançado na direção dos aviões. Uma vez fora das imediações da usina, os pilotos deveriam acionar o pós-combustão e sair dali o mais depressa possível. Os IFF (Identificação amigo ou inimigo) também deveriam ser ligados para que os radares dos F-15 das patrulhas aéreas de combate não os confundissem com MiGs iraquianos. A volta para casa seria feita pela rota mais direta possível. Haveria uma aeronave Boeing 707 em vôo durante toda a missão transmitindo a comunicação rádio direto para a base. Os controladores no solo poderiam estar informados em tempo real sobre o decorrer da missão. Os sinais de rádio seriam transmitidos através do F-15B. O retorno seria sobre a Jordânia direto para Etzion, e o tempo da volta estava estimado em 90 minutos. A formatura seria a mais aberta possível para que os pilotos se cobrissem mutuamente de possíveis ataques de aeronaves inimigas. Outros jatos israelenses estariam em vôo sobre a fronteira jordaniana caso a força de ataque precisasse de reforços imediatos. Praticamente todos os detalhes haviam sido repassados na sala de briefing. Quatro aeronaves de reserva estariam a postos na área de dispersão, duas com os pilotos reserva brifados e prontos para decolarem se ocorresse alguma emergência, e outras duas armadas e abastecidas para o uso dos dois líderes de esquadrilha caso seus aviões apresentassem defeitos.Uma vez amarrados nos assentos ejetáveis, não haveria qualquer conversa no rádio, sequer com a torre. Para evitar que ocorressem situações perigosas, a base foi fechada para qualquer aeronave que não as envolvidas na missão.Em silêncio, mas com o andar determinado, os pilotos deixaram a sala de briefing em direção à casa de pista, onde vestiriam trajes anti-G e recolheriam seus capacetes. Cada piloto acoplou ao cinto dois rádios PRC-90. Do tamanho de dois maços de cigarros, o PRC-90 transmite um sinal contínuo que auxilia os localizadores das aeronaves SAR a encontrar o piloto abatido e ainda serve de rádio para facilitar a comunicação entre o solo e a aeronave de resgate. Os pilotos israelenses normalmente carregam um desses rádios em suas saídas de combate. Nessa missão, todos levavam dois.
Rumo a Bagdá
Eram 14:00 zulu quando as quatro caminhonetes carregando os pilotos chegaram aos hangares sob os quais estavam estacionadas as aeronaves. Os mecânicos já sabiam que estavam vivenciando algo importante pelas feições sérias dos aviadores que se dirigiam aos caças. Os F-15 haviam sido armados com quatro mísseis ar-ar Shafrir de guiagem infravermelha, além de quatro mísseis Sparrow guiados por radar. Entre eles, carregavam mísseis suficientes para atingir 48 aviões inimigos. Além disso, levavam 512 projéteis de 20mm para seus canhões. O combustível não seria um problema, uma vez que técnicos israelenses haviam adaptado tanques especiais às naceles dos motores, o que garantiria aos P-15 Eagie, o combustível necessário para realizar a missão. Como não havia mísseis AIM-9L Sidewinder em quantidade, estes foram acoplados às pontas das asas dos F-16 para defendê-los de ataques dos MiGs inimigos. Tudo estava pronto, mas já com os aviões aquecendo as turbinas e acertando os sistemas de navegação, o líder da segunda esquadrilha detectou uma pane em seu sistema eletrônico. Sem perder tempo, correu para uma das aeronaves de reserva e iniciou os procedimentos de partida. Faltavam 20 minutos para a decolagem. Com sete minutos, os caminhões de combustível se aproximaram dos jatos e começaram a fazer o reabastecimento hot (com os motores girando). Durante o aquecimento, as aeronaves haviam queimado 140 litros de combustível que poderiam fazer diferença no caminho de volta. Eram 15:55 zulu. Com um sinal do líder as oito aeronaves rolaram lentamente para a posição de decolagem. A última providência foi tomada pelas equipes de armamento que realizaram os últimos checks nos aviões antes de remover as fitas de segurança das bombas, segurando-as no ar para que ficassem bem visíveis aos pilotos de cada aeronave. O líder acionou o motor e quando o seu Falcon parecia querer saltar para a frente soltou os freios. A pista parecia não mais acabar, e com 5.200 pés (1.730m) finalmente começou a se erguer rumo aos céus. Estavam certos engenheiros e os pilotos de prova que haviam analisado as aeronaves sob todos os aspectos, o F-16 conseguia voar com tanto peso. Após a decolagem, os aviões realizaram uma curva lenta para o sul agrupando-se o mais rápido possível. Rumaram 25 milhas para o sul a fim de atravessar o Golfo de Aqaba, longe da costa jordaniana. As aeronaves voando a 91 metros do solo tiveram que seguir as montanhas que bordeavam o golfo, voltando para a altura das árvores uma vez sobre as águas azuis que separavam o Sinai da Arábia Saudita. Há quem diga que, nesse momento, a formação sobrevoou o iate real do Rei Hussein da Jordânia. O soberano hachemita, reconhecido como excelente piloto, não demorou muito para adivinhar o alvo daqueles aviões e rapidamente alertou seu estado-maior, recomendando que transmitissem com urgência o aviso para o Iraque. Por alguma razão, a mensagem não chegou a Bagdá. Existem versões que culpam a cadeia de comando de um dos dois países, e há outras que afirmam que o oficial com quem o rei falou ao telefone era um agente do setor de contra-medidas eletrô-nicas israelense, fazendo-se passar por oficial da Força Aérea Jordaniana. Não importa qual a verdadeira versão, a verdade é que um momento crucial que poderia pôr tudo a perder acabou não influindo no resultado da missão. A formação estava pronta para penetrar o espaço aéreo saudita ao sul de Haql, um aeródromo abandonado perto da vila de Al Humaydan. As montanhas da região atingem l .860 metros, mas a formação de caças voava entre os desfiladeiros para evitar manobras de subida e descida, economizar combustível e esconder-se do radar. Durante sete minutos, os aviões israelenses voaram através das 40 milhas de montanha antes de chegarem ao deserto. Uma vez sobre a vasta expansão de areia e pedra, os F-16 e sua escolta voltaram a abraçar o chão. Quarenta milhas mais tarde, sobrevoaram a estrada que ligava o sul da Jordânia à base saudita de Tabuk. Esse setor da rota era extremamente perigoso, visto que os sauditas possuíam interceptadores na região e ocasionalmente realizavam patrulhas na área.


Acima: pilotos de F-16 da IAF/IDF



